Lenovo vendeu um videogame pirata… Na China!
Em uma história quase inacreditável uma empresa decidiu que o melhor negócio era terceirizar um portátil de baixa qualidade e carregar com jogos não originais.
O caso começou quando um portátil com a marca Lenovo apareceu no AliExpress e em outras lojas online. Embalagem premium, manual oficial, logo da Lenovo na tela de boot, tudo muito bonito, tudo muito gente boa. O site Retro Dodo acabou comprando e o aparelho chegou e funcionou. E veio com milhares de ROMS de jogos das plataformas da Nintendo.
O Retro Dodo entrou em contato com a Lenovo e recebeu uma resposta confirmado que o produto era oficial. O aparelho, batizado de G02, é produzido por meio de um acordo regional de licenciamento de marca, voltado exclusivamente para o mercado chinês. O produto não faz parte do portfólio global da empresa.
O problema é que ninguém vende exclusivamente para a China no AliExpress. O aparelho chegou ao Reino Unido e provavelmente pode chegar ao Brasil. É pirataria? Tecnicamente não, afinal existe a autorização para ser produzido na China. O que acontece depois disso é outra história – mas depende de qual país você mora.
Essa história é impressionante por um motivo bem importante: grandes empresas de tecnologia enxergam o mercado de emulação retrô como oportunidade fácil de lucro rápido. Não é a toa que a maioria das grandes empresas de games sempre lançam um remake, remaster ou uma rede com acesso apenas mediante pagamento. Obviamente todas empresas possuem políticas contra emulação de jogos lançados há mais de 20 atrás.
Será que um dia as grandes da tecnologia vão entender que emulação não é crime? No Brasil inclusive a coisa é levado mais a sério do que deveria, não acha?



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