Bilheteria de Supergirl faz DC Studios já pensar em mudança de planos

Recorte do poster do filme Supergirl - Mullher do Amanhã com a atriz socando o chão olhando para frente. Na faixa inferior o endereço farofeiros.com.br.

O novo filme da Supergirl estreou fazendo muito barulho… Como o de uma bomba explodindo. Com arrecadação global de US$ 108,8 milhões o filme se tornou a pior bilheteria com a marca da DC nas últimas duas décadas! É o pior desempenho de um filme da DC desde a infame Mulher-Gato de 2004, aquele com a Halle Berry.

Neste momento o filme precisa de um milagre financeiro para quadruplicar sua arrecadação atual pra começar a pensar em obter algum lucro. Por isso mesmo o DC Studios já se preparam para mudar algumas coisas, só resta saber se alguma dessas mudanças serão boas. O DCU de James Gunn realmente parecia bom demais para ser verdade.

Obviamente já tem gente (?) colocando a culpa na protagonista mulher ou afirma que a trama é woke. Enquanto os “especialistas” de internet discutem a bilheteria, uma “polêmica” muito estranha surgiu. Esses “especialistas” parecem revoltados com a cena em que Supergirl mata um dos vilões que fazia parte de uma organização de tráfico sexual no espaço.

A reação é bem engraçada, especialmente se compararmos com a violência comum de heróis masculinos. Nada foi dito quando Batman aleijou um bandido em Gotham, mas quando a Supergirl elimina uma ameaça monstruosa – literalmente – vira escândalo. Esse pessoal tem que parar com tanto mimimi no filme de boneco.

O discurso em torno do filme frequentemente mostra desconforto com uma heroína que não se curva aos padrões. As críticas à personagem, ao mesmo tempo que ignoram os problemas estruturais do DCU, são um sintoma de um problema maior na sociedade – não só na cultura pop.

O fracasso de Supergirl não é um fracasso de uma personagem feminina; é o fracasso de um estúdio em entender seu público, planejar um universo coeso e contar uma história cativante.

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