Uma Paulistinha de R$ 11 milhões dói bastante, hein!
Quando alguém dá uma joelhada na sua perna dói muito, tal “golpe” recebeu o nome de Paulistinha. Mas agora a Prefeitura de São Paulo parece querer ressignificar o tipo de “golpe” que conhecemos por esse nome.
A gestão Ricardo Nunes encomendou a Maurício de Souza Produções o personagem Paulistinha que já começa errado desde a concepção, como aponta bem a escritora Clara Averbuck: quem nasce na cidade de São Paulo é paulistano… Paulista é quem nasce no estado de São Paulo. A ação faria parte de um conjunto de homenagens planejadas para comemorar os 90 anos do criador da Turma da Mônica.
Segundo apuração do Brasil de Fato, a prefeitura de São Paulo deixou de executar aproximadamente 23% do fomento da cultura em 2025 e cortou 97% deste orçamento para 2026. O valor chega a R$ 1,9 milhão para uma das maiores cidades do mundo com mais de 11 milhões de habitantes.
O valor equivale a menos de vinte centavos por pessoa para cultura, seja para teatro, dança, circo, samba, literatura, não importa a modalidade.
A cultura é ignorada pela extrema direita em todo lugar e isto é uma tática, não é por acaso. Sou paulista de Guarulhos e a Secretaria de Cultura e Turismo (sic) mal sabe o que fazer com mais de R$ 3 milhões de verba da Política Nacional Aldir Blanc.
Mas voltando para a cidade comandada por Ricardo Nunes, as homenagens a Maurício de Souza irão custar cerca de R$ 11 milhões aos cofres público e inclui desfile no Sambódromo, 91 esculturas espalhadas pela cidade, banco de bronze na Avenida Paulista e distribuição de gibis. Como apontado pelo portal farofafa (amei) o “primeiro Paulistinha” surgiu na época em que Maluf comandava a cidade.
Sabe-se que a prefeitura de São Paulo abriu mão de R$ 2,7 milhões do Lollapalooza e pagou R$ 4,2 milhões em um verdadeiro Festival de Irregularidades. Grande parte concentrada no calendário eleitoral de 2024 .
A campanha publicitária com o Paulistinha já aparece em anúncios, que são contratos diferentes mas que saem do bolso da população pauliana e vão para outros bolsos. Os valores dos contratos de 2026 só ficarão disponíveis daqui a meses quando ninguém mais estiver olhando.
Mas não para aí, como bem colocou a Clara Averbuck: o Paulistinha vai estrelar campanhas de conscientização sobre vacinação e preservação ambiental, disse o prefeito, mas será que alguma delas vai ensinar às crianças como funciona um calote? Os trabalhadores da cultura, independente da área de atuação – técnica, logística, produção, continuam esperando.




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