Dark Horse: os 10 momentos mais absurdos e engraçados do roteiro
O roteiro de Dark Horse, escrito por Mark & Cyrus Nowrasteh (cof cof) é uma coisa curiosa. No papel trata-se de um drama político sobre o atentado a faca sofrido por Jair Bolsonaro durante a campanha presidencial de 2018.
Na prática os roteiristas entregaram um retrato que alterna entre o trágico e o completamente absurdo, com um protagonista cuja personalidade gera situações de comédia que nenhum roteirista de ficção ousaria inventar. Quer dizer… Estamos falando do pessoal que reza para pneu e se pendura em caminhão, né?
O roteiro disponível neste momento é o Pangaré – O Soluço Final (Dark Horse – Biroliro’s Cinematic Universe Vol. 1). Esta versão é, supostamente, o sétimo rascunho da obra de Mario Frias e Daniel Vocaro, com a produção executiva de Flávio Bolsonaro. Não temos ainda a confirmação de que este seria – supostamente – a versão final do filme brasileiro mais caro já realizado, com um orçamento de mais de R$ 200 milhões.
Importante lembrar que no momento se encontra nos cinemas A Colisão dos Destinos, documentário sobre a vida de Jair e que ignora Michelle, a derrota nas urnas e a tentativa de golpe de estado. As sessões encontram-se em estado do mais absoluto e total desinteresse do público.
Em homenagem aos irmãos Nowrasteh e a sua obra, selecionamos os momentos mais engraçados de Dark Horse. Esse sim, um filme com os pés no chão, feito dentro das quatro linhas da tela do cinema, estrelando Jim Caviezel. Todo o roteiro é tão peculiar que para ter algum sentido – ou até mesmo contexto – traduzi e adaptei o texto de maneira mais livre.
Demitindo e recontratando o filho
Em plena fúria dentro do carro da campanha Jair Bolsonaro manda o filho Eduardo sair do veículo em um bairro perigoso, e vai embora sem ele. Segundos depois, o veículo faz um retorno e Eduardo entra de volta. Jair anuncia solenemente que decidiu recontratá-lo, mas com um salário menor.
O problema é que Eduardo nunca teria recebido um salário.

Sedução no chão
Chegando quase morto à entrada do hospital, Jair Bolsonaro recusa a maca e tenta andar com as próprias pernas. Ao cair é repreendido pela enfermeira Renata para deitar imediatamente. A resposta de Jair é uma uma cantada direta.

Monólogo interno
Enquanto é levado de maca pelos corredores do hospital em direção à cirurgia Jair Bolsonaro tem um fluxo de consciência. Ele questiona se está morto, se foi drogado, se está sob efeito de sedativos. E então percebe que está tendo pensamentos articulados, mas que não está falando em voz alta, o que o deixa confuso.

ADORADORES DE LULA
Durante a cirurgia Jair começa a especular (em um monólogo interno) se os médicos são todos esquerdistas e adoradores do Lula. Olha para a enfermeira de expressão séria e conclui que ela tem “um olhar frio nos olhos“. Infelizmente o roteiro deixa claro que tudo isso não passa de um delírio anestésico. A enfermeira está simplesmente trabalhando.

Cai da cama e pergunta ao enfermeiro gay se tem seu voto
No primeiro dia pós-cirurgia Jair Bolsonaro tenta se levantar da cama da UTI para provar que está bem. Mas não consegue, cai no e leva junto tubos, fluidos, fios e o que mais estava por perto sujando todo mundo. O enfermeiro Gaspar – que se apresenta como gay – o recolhe do chão com impaciência.
Bolsonaro então pergunta se tem o voto dele.

pedindo uma música
A caminho do comício Jair vomita um monólogo inspirado contra a ideia de “dar um tempo” na campanha. O argumento é que pensar assim torna os candidatos frouxos e acomodados. Fica roxo de fúria, grita com filhos e assessores.

Pangaré andando mais rápido
Durante a reabilitação, o enfermeiro Gaspar acompanha Jair Bolsonaro pelos corredores da UTI em seus primeiros passos pós-cirurgia. Cansado da lentidão, Gaspar utiliza um xingamento homofóbico para motivá-lo a acelerar o passo.
Jair fica tão surpreso com a palavra que esquece momentaneamente a dor e obedece.

Briguento pós-operatório
Ao ouvir o barulho dos capangas do vilão invadindo o hospital Jair Bolsonaro, ainda com bolsa de colostomia, pontos recentes e tendo quase morrido poucas horas antes, anuncia que quer descer para “chutar os traseiros” dos invasores.
Os filhos o seguram e muda de estratégia: pede uma arma para atirar da janela do quarto.

Provocador
A cena de abertura é também uma das mais perturbadoras mostrando Jair Bolsonaro paquerando uma jornalista de maneira absurda e sem sentido. A reporter, obviamente, não resiste ao “charme” mesmo tempo que entrega que Jair adora a bíblia sagrada e todos os santos (?!).

Pílulas do além
Um dos momentos mais cômicos e incoerente vem do que seria a suposta participação de uma personagem que – supostamente – representaria uma determinada senadora conservadora evangélica. Porém, em Dark Horse a personagem é mística e possui habilidades que lembram a do Mestre dos Magos.
A cena mostra Jair tomando um remédio natural, aparentemente uma erva natural que não pode te prejudicar.

Se o filme vier a ser realizado desta maneira esses serão os momentos que as pessoas vão se esforçar para esquecer além do dinheiro pago pelo ingresso.
E você, tem um momento favorito?



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