Quem são os amigos do Flávio Bolsonaro?
Temos visto muita gente se chamando de amigos do Flávio Bolsonaro. Mas será que eles são amigos mesmo ou apenas fãs atrás de um novo messias?
Fato é que a maioria dos amigos nem o conhecem realmente. Afinal os que são próximos, os que são amigos de verdade, normalmente tem questões pouco resolvidas na justiça.
O senador do Rio de Janeiro deixou claro que quer deixar o terreno limpo para 2026 através de intimidação, como aponta a Revista Fórum. Mas por aqui, que somos um veículo pequeno e independente – que conta com o apoio de leitores, ouvintes e telespectadores – utilizamos outras fontes de informação para abalizar o que falamos. Logo, se algo lhe chocar, procure o link referente ao assunto para buscar uma elucidação maior.
Por isso mesmo criamos essa lista para mostrar as principais figuras do círculo de influência de Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Detalhamos as acusações, condenações e as conexões políticas entre diversos outros aspectos que envolvem o senador.
Mas pense bem, imagine só quantos amigos desses serão “empregados” pela nova administração?!
Nota editorial: Denúncia criminal não equivale a condenação. O texto cita fatos documentados em autos judiciais, relatórios de órgãos oficiais e reportagens de veículos identificados como fontes com links para as reportagens originais. Investigados e réus têm direito à ampla defesa.
Amigo da “Rachadinha”

Fabrício Queiroz (DC-RJ)
Indiciado e principal alvo da investigação sobre o esquema de peculato, popularmente conhecido como “rachadinha”, na ALERJ, a Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro.
Amigo íntimo da família há décadas, foi o operador financeiro do gabinete de Flávio. Movimentou R$ 1,2 milhão em transações suspeitas. Em 2024 e 2025, enfrentou novos reveses judiciais e teve candidaturas impugnadas, mesmo assim ficou como primeiro suplente do PL em Saquarema, RJ. Mesmo assim foi nomeado subsecretário de segurança dda cidade localizada a 150 km da capital fluminense.
Raimunda Veras Magalhães e Danielle Mendonça da Costa
Respectivamente, mãe e ex-esposa do miliciano Adriano da Nóbrega. Ambas foram funcionárias do gabinete de Flávio na ALERJ. São acusadas de repassar parte do salário para Fabrício Queiroz e de ser o elo entre o gabinete e os negócios de Adriano.
Amigo do Escritório do Crime

Adriano da Nóbrega (Capitão Adriano – Morto em 2020)
Líder do “Escritório do Crime” (grupo de assassinos de aluguel e milicianos de Rio das Pedras). Flávio Bolsonaro concedeu a Adriano a Medalha Tiradentes (maior honraria do RJ) enquanto ele estava preso por homicídio. O senador Flávio Bolsonaro o visitou “mais de uma vez” na prisão em 2004. A investigação aponta que o gabinete de Flávio serviu para “lavar” dinheiro da milícia via rachadinha.

Valdenice de Oliveira Meliga (Val Meliga)
A assessora de longa data é irmã de Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, policiais militares presos na Operação Quarto Elemento da Polícia Federal contra desvio de dinheiro publico na área da saúde, também são acusados de chefiarem milícias e extorsão. Val tinha procuração para assinar cheques em nome de Flávio e foi tesoureira de sua campanha ao Senado. Val Meliga seria o elo de ligação entre milicianos e o senador Flávio Bolsonaro.
Amigo de ex-Governador

Cláudio Castro (PL-RJ)
Condenado à inelegibilidade até 2030 pelo TSE em março de 2026; renunciou ao cargo para tentar concorrer ao Senado antes da decisão final, mas não conseguiu.
É considerado o “afilhado político” e braço direito de Flávio Bolsonaro no governo estadual. O governo de Castro foi marcado pela nomeação de supostos aliados de Flávio Bolsonaro em cargos estratégicos, incluindo o uso da fundação CEPERJ para contratações fantasmas de cabos eleitorais (esquema de R$ 248 milhões). Sua queda em 2026 enfraqueceu o núcleo de Flávio no Rio. Claudio Castro também tentou manobra para nomear Eduardo Bolsonaro (PL-EUA) para secretaria “especial” no exterior.
Amigo dos golpistas

A tentativa de Golpe de Estado no Brasil em 2022-2023 condenou diversos membros do governo Jair Bolsonaro – incluindo o próprio – por tentar subverter o processo eleitoral e mantê-lo na presidência. Jair Bolsonaro é pai de Flávio Bolsonaro e supostamente intimamente ligado à diversos condenados pelo golpismo.
Além disso, o próprio Flávio Bolsonaro admitiu ter enviado um relatório de inteligência brasileiro a autoridades dos Estados Unidos, o que configuraria uma violação da soberania nacional e uso indevido de informações sensíveis. As informações classificadas como reservadas teriam sido
O senador já havia pedido que os EUA exercessem “pressão diplomática” sobre o Brasil, sugerindo que o país deveria ser monitorado internacionalmente em um discurso muito parecido com o de seu pai, Jair, hoje preso.
Abaixo apresentamos uma breve lista dos amigos de Flávio Bolsonaro.
Jair Bolsonaro (PL-RJ)
Ex-presidente da República e pau de Flávio Bolsonaro. Jair se encontra em prisão condenado por comandar a trama golpista que inclui tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio protegido. No momento não há provas de ligação do senador com os crimes.
Ailton Barros (PL-RJ)
Major reformado e amigo de Flávio Bolsonaro. Se autodenominava o “01 de Bolsonaro”. Preso no caso de falsificação de cartões de vacina e indiciado em plano de golpe de Estado.
Alexandre Ramagem (PL-RJ)
Ex-diretor da ABIN e amigo de Flávio Bolsonaro. Investigado na “Abin Paralela” por monitorar ilegalmente adversários, auxiliar na defesa do caso das rachadinhas e condenado por envolvimento na trama golpista. Atualmente é considerado fugitivo da justiça brasileira.
Amigo de Bandido
Ronnie Lessa
Executor do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes. Embora a relação direta de comando com Flávio Bolsonaro não esteja provada, o convívio no Condomínio Vivendas da Barra e o histórico na milícia ligam os núcleos. Ronni era vizinho da família Bolsonaro.

Waldemar Costa Neto (PL-SP)
O atual presidente do PL (Partido Liberal) foi condenado a 7 anos e 10 meses de prisão além de pagamento de multa de R$ 1,08 milhão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A prisão foi cumprida no regime semiaberto. Costa Neto negociou e vendeu apoio do PL que o beneficiou na Câmara dos deputados.

Domingos e Chiquinho Brazão (União Brasil – RJ)
Políticos notórios do Rio de Janeiro com bases eleitorais sobrepostas às de Flávio Bolsonaro e redutos sob influência de milícias. Foram condenados como mandantes do assassinato Marielle Franco e Anderson Gomes. Domingos Brazão era conselheiro do TCE-RJ e aliado histórico nas articulações políticas fluminenses que sustentaram o clã Bolsonaro. Chiquinho Brazão foi vereador do Rio de Janeiro.

Daniel Silveira (PTB-RJ)
Ex-deputado e aliado de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro. Foi condenado a 8 anos e 9 meses de prisão por ataques às instituições democráticas e ao STF. Flávio foi um dos principais articuladores do indulto concedido pelo pai, Jair Bolsonaro, para tentar livrá-lo da prisão, reforçando a blindagem mútua entre os aliados cariocas. O STF derrubou o “perdão”.

Roberto Jefferson (PTB-RJ)
Presidente de “honra” do PTB e aliado de Flávio Bolsonaro. Condenado pelo Mensalão e, mais recentemente, por atentado ao exercício dos Poderes, calúnia, homofobia e incitação ao crime. Flávio supostamente o tratava como um interlocutor político prioritário na articulação da direita no Rio.

Rodrigo Bacellar (União Brasil-RJ)
O deputado cassado foi preso durante a Operação Unha e Carne que investiga a relação entre autoridades e o Comando Vermelho. Em Dezembro de 2025, o ex-presidente da ALERJ já havia sido preso após vazar dados de operação o Comando Vermelho e autoridades, que atingiu ex-deputado estadual TH Joias (MDB-RJ). Também tem ligação com o caso da Ceperj que cassou o mandato de Cláudio Castro do governo do Rio de Janeiro.
Estes são apenas alguns dos amigos de Flávio Bolsonaro, mas é certo que alguém como ele sempre está atrás de mais pessoas para agregar em sua vida.



Deixe um comentário