O perigo da Palantir é mais real do que você poderia imaginar.
Farofeiros, farofeiras e farofeires, faz tempo que vejo muita coisa rolando pela internet sobre Peter Thiel e suas empresas que assustam. Todo o tipo de de informação está sob o poder de uma empresa que possui lunáticos em seu comando, e estou falando do CEO Alex Karp. E é por isso que o perigo da Palantir é tão real.
Para começar precisamos apontar os absurdos do livro “The Technological Republic”, escrito junto de Nicholas W. Zamiska e publicado em Fevereiro 2026. Segundo o The Guardian, nele Karp parece mais preocupado com a dominância dos EUA, tanto na tecnologia quanto nas forças armadas. Fala também sobre a “derrota” da China na corrida pela inteligência artificial.
Karp também é cítico ao que chama de “política identitária”, declarando que a Palantir é “completamente anti-woke“. Por aqui, nossa posição quanto ao medo conservador ao que chamam de “woke” já é notório. O CEO acredita ainda que o Ocidente se “autoflagela demais” em relação à sua própria superioridade e que “tudo o que você aprendeu na escola ou na faculdade sobre como o mundo funciona está intelectualmente incorreto“. Mas calma, tudo ainda piora.
Ainda segundo a matéria do The Guardian Karp menciona a crença de que “a ascensão do Ocidente não foi possibilitada ‘pela superioridade de suas ideias, valores ou religião… mas sim por sua superioridade na aplicação da violência organizada“.
A Palantir chegou ao Ministério da Educação brasileiro por meio do FNDE junto de um volume absurdo de dados sensíveis sobre crianças e adolescentes. Trajetórias escolares, vulnerabilidades socioeconômicas, padrões de mobilidade familiar. Tudo isso agora passa pela mesma infraestrutura que auxilia a agência de imigração americana, a ICE, a deportar pessoas em massa sob o regime Donal Trump.
O historiador Fernando Horta, do Brasil 247, sintetiza o problema: a Palantir não apenas diagnostica o Estado brasileiro por dentro com estes dados na mão, ela projeta o Brasil do futuro. Com acesso cruzado a dados de desempenho escolar, renda, localização e eficácia de programas sociais, qualquer algoritmo pode mapear onde as políticas públicas funcionam, onde fracassam e quais são as vulnerabilidades estratégicas do país para as próximas décadas.
Não estamos falando de uma empresa neutra de tecnologia educacional. Uma empresa com raízes no complexo militar-industrial americano está construindo neste momento um dossiê preditivo sobre o Brasil de amanhã.

Tudo pode ser ainda pior
A empresa foi fundada em 2003 por Peter Thiel, cofundador do PayPal, financiador da extrema direita gringa e entusiasta do Anticristo junto de Alex Karp. O capital inicial veio de ninguém menos do que a CIA. Isso mesmo, através da empresa In-Q-Tel a agência de espionagem de um país pagou para ter os dados do seus filhos.
O jornal The New York Times entrevistou Ben Wizner da União Americana das Liberdades Civis que afirmou que “o software da Palantir é um mecanismo pelo qual o governo pode nos vigiar mais de perto”. Aparentemente essa visão está disponível para qualquer um que quiser.
Processos por violação de privacidade nos EUA e fornecimento de suporte tecnológico às operações militares israelenses em Gaza. A Rede Globo inclusive utiliza um software da Palantir para centralizar seus dados. Se você vota no “paredão” do BBB seus dados já estão com Alex Karp e Peter Thiel.
Mais recentemente a própria Palantir publicou nas redes sociais trechos do livro A República Tecnológica, de Karp, onde defende que o Vale do Silício tem “obrigação moral” de participar da defesa militar dos EUA. Ainda segundo ele culturas podem – e devem – ser julgadas como superiores ou inferiores.
O texto saiu com o logo da empresa, sem cerimônia.
Talvez Karp em toda sua sapiência não conheça a palavra supremacismo. Talvez ele não saiba o que ocorre quando a crença de determinado grupo se considera superior e decide que deve dominar os demais. Racismo, misoginia e outros tipos de discriminação bebem desta fonte.
Sabemos que as big techs utilizam dados pessoais como método de colonização e manipulação digital. A grande maioria dessas empresas estão ligadas intrinsicamente ao regime dos EUA onde literalmente nossos dados poderão ser usados contra nós mesmos.
Os indícios de ilegalidade são sérios: possíveis violações da LGPD, do ECA Digital e de princípios constitucionais de proteção à infância. Dados de crianças não são ativos de mercado e nem devem ser acessados por outros governos. São registros de vidas em formação, protegidos por lei!
O cenário completo é esse: uma empresa nascida da guerra ao terror, gerida por pessoas que misturam utopia tecnológica com messianismo político, cuidando dos dados das crianças brasileiras.
Não é de hoje que falamos e, como o Normose aponta no vídeo abaixo, não temos mais privacidade. E isso é muito perigoso.
Nem preciso falar na importância do seu voto neste ano. Imagina se algum político decide que é melhor deixar seus dados na mão de um desses lunáticos?





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