Disney censurou Andor proibindo o criador da série de utilizar as palavras “fascismo” e “genocídio”.
Durante a divulgação da segunda temporada de Andor, a Disney pediu ao criador da série Tony Gilroy que evitasse usar as palavras “fascismo” e “genocídio” ao falar sobre a série. Acontece que Star Wars é literalmente sobre fascismo e a série mostra um genocídio em tela.
Agora que o período promocional passou o autor está livre para falar o que quiser.
Em entrevista ao Hollywood Reporter Gilroy comentou como a série parece prever os acontecimentos atuais, principalmente nos Estados Unidos. A sincronicidade seria mérito dele, o autor culpa a realidade. Segundo Gilroy os roteiristas estavam contando uma história sobre autoritarismo e fascismo usando o Império como cenário perfeito. Pegaram um manual básico sobre o tema, listaram os quinze passos clássicos do fascismo e tentaram incluir o máximo possível de forma artística à trama.

Você pode listar as táticas fascistas presentes em Andor ou pode abrir o jornal e encontrar as mesmas nas notícias, segundo o autor. A série ser profética e o fascismo ser previsível roteiro de atrocidades não é coincidência. Literalmente só não vê quem não quer o fascismo nos EUA e o genocídio em Gaza.
A franquia Star Wars sempre utilizou metáforas políticas, mas Andor doeu por ser mais atual, questão de ser direto. E a Disney, claro, preferiu que “fascismo” e “genocídio” ficassem longe dos microfones durante a promoção da série exclusiva do serviço de streaming caro, o Disney+. Sabemos como o marketing corporativo funciona, mas pedir para o criador de uma série antifascista não falar de fascismo é o tipo de autocensura empresarial que Donald Trump gosta e quer.
Até o momento a Disney não se manifestou sobre o motivo da censura.
Discussão política no universo pop aprofunda a trama e, em alguns casos, pode até educar. Afinal, por mais fã que eu seja de Darth Vader nunca poderia dizer que ele estava certo.






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