Farofeiros, farofeiras e farofeires, a Paola Costa fez o FAROFEIROS se tornar relevante.
A Palola entrou no coração de todo mundo aqui de casa e fez sua morada.
Em seu afastamento tentei não encher o saco dela, mesmo querendo notícias. No dia 9, no sábado a noite, pela primeira vez lancei um vídeo sem saber da opinião dela. As pautas sem sua crítica, olhar cuidadoso me faziam falta e honestidade cortante sempre me indicavam a direção certa a seguir editorialmente… Mesmo em seu afastamento eu queria deixar ela orgulhosa, então me esforcei para corresponder às expectativas dela.
Minha coluna semanal, o Pensamento, é normalmente escrito no domingo e publicado na segunda-feira. No dia 10 de Maio eu não fiz isso. Talvez inconscientemente já sabia que algo não estava certo, talvez eu já soubesse que meu mundo não era mais o mesmo.
Não sei quantas vezes ficamos fofocando depois da gravação de um podcast. Também não sei quantos planos fizemos para tudo o que fazíamos na internet. Eu queria muito um programa jornalístico com a cara dela, ela sempre se irritava por que não queria apresentar sozinha.
Vivíamos em um ponto onde criar conteúdo era mais um pretexto para que a gente pudesse xingar e dar risadas juntos. E o quanto essa mulher acreditava em mim, no meu trabalho e em tudo que a gente fazia no FAROFEIROS é algo indescritível.
E com isso a Paola fez a comunidade do FAROFEIROS crescer. As pessoas vinham para o FAROFEIROS por causa da Paola.
Acho que nunca falei sobre o carinho que a Palola tinha com a minha filha. O contato era mais virtual mesmo, pelo Discord, do mesmo jeito que você vê a gente no Youtube. Eu tô com um envelope colorido aqui, pintado com carinho, por mãos pequenas que já a admiravam mas não vou poder entregar para a minha amiga.
Hoje, uma boa parte dos meus amigos são pessoas que ela me apresentou. São amigos dela também.
Ainda não sei o que vou fazer sem você aqui. Mas posso ouvir sua voz me dizendo “É claro que você sabe ô arrombado“.
É, eu sei.



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