A Valve, dona da Steam, está prestes a enfrentar um processo coletivo no Reino Unido que pode custar £656 milhões, quase 5 bilhões de Reais na cotação da moeda no dia de hoje. A ação alega que Gabe Newell abusa de sua posição dominante no mercado para inflar preços e sufocar a concorrência quando o assunto é distribuição de jogos digitais para PC.
A acusação aponta que Steam obrigaria desenvolvedores a manterem os preços dos jogos iguais ou superiores aos praticados em outras plataformas através de cláusulas contratuais. Na prática, se você vende seu jogo mais barato na Epic ou no GOG, a Valve pode te punir com visibilidade reduzida ou até remoção da loja.
A ação aponta que consumidores pagam mais caro mesmo quando há concorrência, porque a Steam controla 75% do mercado de distribuição digital de PC.

O timing é bem oportuno, a Epic Games tem comentado há anos sobre a taxa de 30% da Steam (contra seus 12%), e agora enfrenta a Valve em tribunal nos EUA por práticas anticompetitivas similares. A Apple e Google perderam batalhas parecidas com relação às suas lojas no iOS e Android.
É inegável que a Steam conquistou seu império oferecendo conveniência quando pirataria reinava. Hoje, essa mesma conveniência teria se tornado uma algema digital. A sua biblioteca de mais de 500 jogos está presa ali, seus amigos estão ali, seus achievements estão ali. Você não tem a liberdade de levar suas licenças para outra plataforma se quiser.
Se a Valve perder, £656 milhões vão doer menos que o precedente aberto. Mas apostamos que Gabe Newell vai continuar fingindo que Half-Life 3 não existe em seu iate de 500 milhões de dólares.






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