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O que vem aí?

Close dramático de Wilson Fisk em ambiente escuro, com iluminação intensa sobre o rosto, transmitindo uma presença ameaçadora. Captura da série do Demolidor.

Nem eu sei o que vem aí bicho.

Farofeiros, farofeiras e farofeires, saber o que vem aí é uma das grandes preocupações da humanidade desde que começamos a andar. Tentamos descobrir o que o clima nos reserva, procuramos oráculos para desvendar nosso destino, criamos algoritmos para prever comportamentos. E nem por isso a ansiedade do viver é menor.

Falo por mim – com muita convicção – que nunca fui tão ansioso. E veja bem, ansiedade sempre foi um problema muito tenso em minha história. Quando criança chegava a vomitar devido a ansiedade para ir para a escola, já na adolescência lembro de suar vertiginosamente ao fazer uma prova surpresa.

Como um jovem adulto comecei a ter graves problemas com sono em uma época que tudo era frescura, ou então eu estava arrumando problemas para a minha cabeça. A culpa nunca foi do mundo ao meu redor, sempre foi minha mesmo por existir.

Não obtive ajuda profissional na época por não saber que precisava de ajuda. Nem posso culpar meus familiares pois eles não tinham tal conhecimento – afinal foram criados de maneira parecida.

Wilson Fisk, o Rei do Crime, vestindo seu icônico terno branco e gravata dourada, com expressão séria e intimidadora. Captura da série do Demolidor.

Hoje a situação é um pouco diferente. Meu dia é curto demais para que eu consiga fazer tudo que preciso e ainda me cuidar. É complicado, é tenso, mas até dormir tem sido uma questão.

E o pior é que o mundo – o universo, talvez – não se importa com o que passo diariamente e adota suas próprias medidas para complicar minha vida ao mesmo tempo. Por cima podemos apontar questões financeiras e de saúde como as principais preocupações sem dúvida alguma. Elas são também intrinsicamente ligadas, afinal sem uma você não consegue “resolver” a outra.

Sem mencionar que ainda há muito que eu ainda gostaria de fazer para ajudar aqueles que estão ao meu redor… E não consigo.

Aí o que isso tudo gera? Isso mesmo, mais ansiedade. Até quando consideramos alguém burro a beça há de se convir que ninguém está imune ao poder do veneno do capitalismo.

Nunca saberei o que realmente virá. Só sei que o mundo poderia ajudar se o dinheiro não fosse mais importante na vida de todos do que saúde.

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