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    Marvel Infinite Comics: coisa velha com cara de nova!

    Rodrigo Castro
    editor · farofeiros

    Para divulgar ReEvolução a Marvel Comics nos jogou um monte de nomes cheios de promessas: AR, ReEvolution, Infinite Comics. Tudo para divulgar uma nova maneira de se contar histórias, mesmo elas sendo em quadrinhos, mas não impressos!

    Nesta entrevista com o editor chefe da Marvel Comics Joe Quesada fala que a ideia é antiga, e realmente é. Estranhamente, eu vivi toda a história. Afinal em 1998 eu queria ser programador ainda, logo, qualquer “novidade” eu ia correndo ver com era a história.

    A Marvel foi pioneira com algo similar ao Combo Rangers: histórias em quadrinhos com algum movimento e som, sempre pesados e usando ao máximo a capacidade da época do Flash.  Cyber Comics era o nome dado, havia lançamentos exclusivos para clientes AOL… Como todo mundo sabe, nada que a AOL quis revolucionar foi para frente.

    Não havia distribuição ou pagamento para essas histórias, porém, a qualidade era sofrível e não conseguia segurar a atenção entre um loading e outro.  Sempre de graça, mas de uma forma BEM ruim.

    Quase dez anos depois lançaram novamente remodelando o perfil do produto… Tudo se mantinha o famoso quadrinho com movimento de “assustado” no fundo, e o nome eu não lembro direito, mas acho que era Marvel Zone ainda (acho que ainda até tem isso).

    Marvel Infinite Comics: coisa velha com cara de nova

    Com o advento das tablets a plataforma perfeita para este novo jeito de se contar histórias com quadrinhos… A Marvel Comics pelo visto não acha suficiente o “efeito” de virar páginas suficiente. O primeiro gibi que passará pela plástica nova é Nova, que tem ligação com os eventos de Avengers vs. X-Men, isso sem falar os gibis físicos com códigos especiais para versões digitais.

    Por mais que a Marvel force essa nova maneira garganta abaixo do publico tudo se mantêm a mesma coisa… a atualização do Flash para qualquer outra coisa animada não é suficiente para mim. Talvez seja suficiente para a fatia de consumidores da Disney, não para quem acompanha a anos…

    Prevejo que logo logo a editora terá que lançar mais gibis da linha Marvel Age… Só que no lugar de visar crianças eles terão que visar pessoas como eu e você… velhas! E com sons como PEW PEW ao fundo…

    E para encerrar, o Infinite Comics vai ter que suar muito a camiseta já que precisa fugir de algo que seus irmãos mais velhos não conseguiram fugir: virar um gibi com cara de Power Point.

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    1 comentário

    1. Marvel: Infinite Comics, a evolução do gibi? 4 de abril de 2012

      […] A Marvel Comics a muito tempo tenta emplacar algo digital… com o advento dos tablets talvez eles consigam. A parte mais interessante por enquanto é que a editora incluirá em todos os gibis físicos um código para a versão virtual do mesmo. […]

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