Marco Legal dos Games no Brasil - BLOG FAROFEIROS
HOME » Página de Posts » Tecnologia » Aumento de impostos em importação de eletrônicos

Aumento de impostos em importação de eletrônicos

O Governo Federal anunciou um aumento de imposto de importação para mais de mil produtos, incluindo equipamentos médicos, máquinas agrícolas, smartphones, placas-mãe, GPUs, processadores e equipamentos industriais. A elevação chega a 7,2% em alguns itens e já entrou em vigor parcialmente, com novos aumentos previstos para Março de 2026.

O Ministério da Fazenda justifica que importados representam 45% do consumo em bens de capital e informática, ameaçando “colapsar” (???) a cadeia produtiva nacional.

O argumento parece nobre no papel mas ignora que a indústria brasileira não produz boa parte desses itens “protegidos”. O país opera com parques industriais equipados com tecnologias de mais de duas décadas, dependendo de importação para se manter funcional. Taxar o que não temos capacidade de produzir não estimula a indústria nacional, só pune quem precisa investir em modernização.

Alguns itens como GPUs (placas de vídeo) e memória RAM já tem sofrido aumento por conta do mercado de data centers para IAs ao redor do mundo como mencionado anteriormente no WASD podcast. A coisa piorou ainda mais para quem vive no Brasil.

Mesmo assim é importante lembrar que produtos fabricados ou montados no Brasil geralmente não são impactados por essas mudanças de imposto de importação. O tributo só incidiria sobre o que entra de fora, pronto para o consumidor final.

O estima-se que a arrecadação poderá chegar a R$ 14 bilhões em 2026 com a medida. Neste caso não se trata apenas de proteger a indústria nacional, mas de tapar o rombo fiscal com dinheiro que vai sair do bolso de quem tenta trabalhar com tecnologia. Celulares montados no Brasil podem escapar inicialmente, mas fabricantes precisam de componentes importados para manter linhas de produção, o que deve pressionar preços a médio prazo. Para o consumidor final, a conta vai chegar uma hora.

Especialista consultado pelo Tecmundo afirmou que smartphones importados devem ficar entre 15% e 20% mais caros, transformando um aparelho de R$ 1.000 em R$ 1.200 teoricamente.

Criticar Trump enquanto faz a mesma coisa é constrangedor no mínimo. Nossa soberania precisa – e deve – ser defendida, mas quando realmente existe a oferta do produto no mercado. Não há, por exemplo, nenhuma empresa nacional que produza memória RAM, não faz sentido defender a soberania de algo que não produzimos e nem iremos produzir tão cedo (não sem incentivo do estado como um todo, assim como a China faz).

Por aqui, esperamos honestamente que o Governo Federal reveja estes pontos e que pare com essa palhaçada.

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *