Farofeiros, farofeiras e farofeires, acredito que estou sofrendo da minha primeira crise de meia idade. Sim, esta seria a primeira mesmo, os 30 foram tranquilos – estava meio que morrendo e depressivo mesmo. Nos 40 passei de maneira assustadoramente responsável, mas agora, que estou mais próximo dos 50 a situação se apertou.
Tudo o que passei antes parece não ter me assustado tanto quanto o que imagino que esteja à frente. E, confesso, sinto medo… Mesmo antes de atingir a meia idade.
Estou em uma fase que pode ser chamada de caótica pela maioria das pessoas. Certamente muitas pessoas agiriam de maneira mais desesperada do que faço… Não tenho refrescos, não tenho muito descanso e, por mais tempo que gostaria, sinto dor. Mas isso ainda não é o pior.

Vivo uma constante cobrança de que tudo o que faço nunca é suficiente. Honestamente, ouvi coisas que nunca imaginei que escutaria de certas pessoas e dizer que isso machuca implica a suposição de que tudo vai se resolver. Por que um machucado metafórico precisa se curar como um real?
E isso acaba pesando em simplesmente tudo o que faço, seja no meu emprego, seja na minha casa, seja aqui na internet. Minha musculatura dói e até meu olho pulsa só de lembrar.
Como comentei no mais recente Aperte o F (que você pode ver abaixo) tenho a impressão de ser tarde para tudo que sempre quis. E esse é o combustível da minha primeira crise de meia idade, a sensação de falta de tempo para fazer o que sempre quis.
Ainda tento escrever de maneira frequente aqui, não é toda semana que consigo fazer isso. Tento desenhar, tento fotografar e tento aprender enquanto faço tudo que preciso. Seja nos podcasts, seja nas lives, seja em cada vírgula colocada de maneira errada muitas vezes está meu coração. Meus roteiros e minhas pautas são extensões de mim, cada thumb minha visão aprimorada – talvez melhorada – do que quero apresentar ao público e tenho medo de que tudo isso, todo o trabalho, coração, suor e alma seja simplesmente em vão.
Não me considero um perdedor – mas estou longe de ser um vencedor também. É pedir demais que minha vida seja suficiente?



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