Bom dia, boa tarde, boa noite amantes da Sétima Arte! O FAROFEIROS segue com seu especial para o Oscar 2026, trazendo um resumo do enredo dos indicados a Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, além de métricas de aprovação e uma review sobre o filme.
Teremos o recap de 13 filmes (10 em Melhor Filme e 5 em Melhor Filme Internacional) para que você possa ter as informações mais críticas para debater com aquele seu amigo José Wilker no barzinho do happy hour, com direito a bater na mesa e soltar um “MAS É AÍ QUE TÁ”.
Meio óbvio dizer, mas o recap terá extensos spoilers sobre a trama dos filmes (mas avisaremos quando chegar nessa parte).

UMA BATALHA APÓS A OUTRA(2025)
O filme mais premiado do ano, Uma Batalha Após a Outra é o franco favorito em diversas categorias, principalmente em Melhor Filme. Rapidamente se consolidou como um dos títulos mais comentados do circuito, impulsionado pela direção precisa de Paul Thomas Anderson, misturando sátira política, drama familiar e explosões de ação estilizada.
O longa dividiu opiniões, com alguns votantes destacando sua ousadia narrativa e relevância temática, enquanto outros consideraram o tom irregular, mas praticamente todos concordaram que se trata de uma obra impossível de ignorar. Entre indicações técnicas e disputas nas categorias principais, o filme virou presença constante em debates de críticos e mesas-redondas da indústria, consolidando-se como aquele candidato que talvez não seja consenso absoluto, mas que definitivamente marcou o ano
Sinopse: Um ex-revolucionário que vive isolado com a filha é forçado a confrontar o próprio passado quando um antigo inimigo ressurge, desencadeando uma caçada que mistura acerto de contas político, drama familiar e violência explosiva. Entre segredos enterrados e lealdades rompidas, pai e filha precisam decidir até onde vale a pena lutar e o que realmente significa vencer.
RECAP DO FILME
Atenção! Spoilers de UMA BATALHA ATRÁS DA OUTRA(One Battle After Another) à frente!
O filme começa com Pat “Ghetto” Calhoun e Perfídia Beverly Hills, um casal revolucionário e membro de um grupo radical chamado French 75. Já vamos direto pra ação com o grupo invadindo um centro de detenção para libertar imigrantes (já pegaram de onde vem o apelo do filme, né?).
Enquanto a galera liberta os imigrantes, Perfídia encontra o chefão do lugar, Steven Lockjaw (personagens nomeados por J.K. Rowling) e humilha ele numa pegada meio dominação/submissão e o faz ficar PIRADO por ela. No nível de começar a perseguir Perfídia e descobrir que ela tá planejando um novo ataque. Perfídia troca sua liberdade por uma noite com Lockjaw sendo seu submisso (alegadamente).
Tempos depois, Perfídia e Pat dão a luz à Charlene, primeira filha do casal. Pat assume o papel de pai responsável e tenta convencer Perfídia a se aquietarem e viverem suas vidas fora da revolução. Perfídia abandona sua filha e seu marido, dizendo que não iriam calá-la e coisa tal.

Seguindo na revolução, Perfídia é presa durante um assalto à banco onde matou um segurança. Lockjaw tira ela da cadeia em troca dos nomes do grupo. Ela aceita. Entra em proteção a testemunha. E enquanto isso, ele caça e executa os antigos companheiros dela um por um. Traição nível máximo.
Perfídia foge pro México. Pat e Charlene fogem para a Califórnia. Família destruída e Lockjaw louco atrás de todo mundo.
~ 16 anos depois ~
Bob (que era Pat) virou aquele pai paranoico, chapado, vivendo fora do sistema numa cidade-santuário chamada Baktan Cross, Califórnia. Ele criou Willa (que era Charlene) como se a mãe fosse uma heroína revolucionária. Só que Willa já é adolescente, espírito livre, e começa a perceber que o pai tá meio quebrado.
Enquanto isso, Lockjaw virou coronel e figura grande nas agências de segurança dos EUA. Ele tenta entrar pra uma sociedade secreta supremacista branca chamada Christmas Adventurers Club (sim, o nome é quase ridículo de tão absurdo), mas uma suspeita toma sua mente: E SE a filha de Perfídia for sua? Ele vai perder tudo o que almeja.
Ele manda tropas pra cidade sob pretexto de operação anti-imigração. Tudo vira zona de guerra urbana. Willa é resgatada por membros do French 75 e levada pra um convento de freiras revolucionárias (maravilhoso o universo alternativo de Mudança de Hábito). Lá ela descobre que a mãe traiu todo mundo.

Bob tenta fugir, rola perseguição por túneis secretos, líderes comunitários ajudando imigrantes, telhados, queda feia, prisão. É aquele caos que mistura sátira política com tragédia familiar e é um dos melhores momentos do filme. Benício del Toro, um sensei de artes marciais, e Leo DiCaprio, um chapado revolucionário, ambos correndo pela Califórnia numa sucessão de desventuras. *chef’s kiss* Cinema.
Chegamos ao ápice do filme. Lockjaw invade o convento e sequestra Willa após confirmar que ela é sua filha. O objetivo é entregar ela para o deserto e assim enterrar seu segredo. Mas a sociedade secreta descobre provas do caso de Lockjaw com Perfidia e manda um membro matar ele e Willa.
Tem fuga, perseguição de carro, tiros, traição. Um mercenário contratado se recusa a matar Willa por ela ser jovem e então decide libertá-la, mas morre num tiroteio com milícia de extrema-direita.
Nesse meio tempo o assassino da sociedade secreta atira contra Lockjaw e consegue tirar seu carro da estrada. Dando a volta, começa a perseguir Willa, que fugiu do tiroteio.

Ela provoca um acidente numa curva cega e tira o assassino da estrada, botando ele na mira da escopeta e só atira depois que o cara falha em dizer a senha revolucionária.
Enquanto isso, Lockjaw sobrevive ao tiro na cara (porque claro que sobrevive). Tempos depois, quando parece que ele vai ser oficialmente aceito no clube supremacista… eles o trancam numa sala, o envenenam com gás e cremam o corpo. A própria organização elimina ele para se manter branca e pura.
No final, Bob entrega a Willa uma carta da mãe pedindo perdão e prometendo reencontro. E a última cena é Willa indo pra um protesto em Oakland com a bênção do pai.
Opinião do Farofeiro
É daqueles que te atropelam primeiro pela atuação e só depois você tenta organizar o que viu. Leonardo DiCaprio e Benicio del Toro dividindo cena é joia rara. A química é perfeita, natural, hilária. Dá vontade real de assistir duas horas só deles trocando farpas e olhares cúmplices.
Enquanto isso, Sean Penn entra como uma força imprevisível, sempre prestes a explodir, e Chase Infiniti surpreende segurando o caos ao redor com uma presença firme, nunca passiva. Ninguém está ali para ser escada emocional barata. Cada personagem existe por si, com densidade própria, sem servir apenas como gatilho narrativo conveniente.
O ritmo é insano e calculado. Quase três horas que passam como noventa minutos. A trilha às vezes sobe demais, quase competindo com as falas, como se quisesse reforçar uma emoção que já está inteira na atuação, mas no conjunto sustenta a cadência frenética que mantém tudo de pé.
E é impossível ignorar o diálogo direto com o momento político dos EUA. provocação ao trumpismo não mira só o governo, mira o sistema inteiro. Fica a dúvida se é convite à reflexão ou apenas catarse coletiva estilo Minuto do Ódio. De qualquer forma, como cinema, é potente demais para ser ignorado. Energia absurda, atuações em estado de graça e um senso de urgência que te prende até o último segundo.







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