Um poema de Natal - Blog Farofeiros

Um poema de Natal

Lhes apresento minha comemoração de Natal
E nem vou lhes dizer que é banal
Pois não citarei o Papai Noel
Mas também não farei nenhuma piada com o Manoel

Este soneto será ensanguentado
E provavelmente alguém sairá com o nariz quebrado
Poderia até ser uma chacina policial
Mas os traficantes estão se escondendo no curral

Tenho vontade de gritar
Com todas as pessoas que desejo matar
Mas acabo gritando para todo lado
E acabo gritando com quem não é culpado

Sinto muita vontade de vomitar
Mas quando penso em regurgitar
Preciso escolher em quem mirar
Para não cometer o pecado de desperdiçar

A sociedade muda nessa época do ano
Hipocrisia que não para só em qualquer fulano
Declama exaltado do espírito de Natal
Mas no transito só faz referências a sexo anal

No dia da ceia a esposa dedicada
Faz sexo com o amante reclinada na escada
Durante a troca de presentes
O viciado cheira no banheiro contente

Minha raiva no Natal é frequente
Pela minha vida já passou muita gente delinquente
Tudo gente de péssima índole que deveria morrer
Mas sei que os puritanos irão me deter

Os reacionários partidários se dão as mãos
Mas depois vão dar amassos na traseira de um furgão
Fanáticos religiosos clamam pelo amor
Mas não tomam conta nem do próprio odor

Esse clima de Natal é exagerado
Mentiras, degustações, presente errado
Falsidade embalada laço
Quem tirará isso do meu percalço

Pensamento do Dia de Natal

Imagina um amigo secreto entre Bolsonaro, Malafaia, Zambizinha e Edir Macedo!

Não imagina não.
Avatar de Rodrigo Castro
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2 respostas

  1. Avatar de Lucto
    Lucto
    1. Avatar de Rockerz