Pecadores | Oscar Recap 2026

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Bom dia, boa tarde, boa noite amantes da Sétima Arte! O FAROFEIROS começa hoje um especial para o Oscar 2026, trazendo um resumo do enredo dos indicados a Melhor Filme e Melhor Filme Internacional, além de métricas de aprovação e uma review sobre o filme.

Teremos o recap de 13 filmes (10 em Melhor Filme e 5 em Melhor Filme Internacional) para que você possa ter as informações mais críticas para debater com aquele seu amigo José Wilker no barzinho do happy hour, com direito a bater na mesa e soltar um “MAS É AÍ QUE TÁ”.

Meio óbvio dizer, mas o recap terá extensos spoilers sobre a trama dos filmes (mas avisaremos quando chegar nessa parte).

Infográfico com fundo claro e detalhes em roxo sobre o filme “PECADORES”. No topo, em destaque centralizado, está o título “PECADORES”. Logo abaixo aparece “Estados Unidos”, seguido de “2025 · 138 min · Ryan Coogler”. A coluna da esquerda traz os créditos principais. Direção: Ryan Coogler. Produção: Ryan Coogler, Zinzi Coogler e Sev Ohanian. Roteiro: Ryan Coogler. Elenco: Michael B. Jordan, Hailee Steinfeld, Miles Caton, Jack O’Connell, Wunmi Mosaku, Jayme Lawson, Omar Miller e Delroy Lindo. Trilha: Ludwig Göransson. Figurino: Ruth E. Carter. Montagem: Michael P. Shawver. Fotografia: Autumn Durald Arkapaw. Na coluna central aparecem informações técnicas e financeiras. Gênero: horror, ação, suspense. Distribuição: Warner Bros. Produtora: Proximity Media. Orçamento: US$ 90 a 100 milhões. Receita: US$ 366,7 milhões. Premiere: 03 de abril de 2025, Nova York. No Brasil: 17 de abril de 2025. Na coluna da direita estão as avaliações e prêmios. IMDb: 7,5 de 10, com 409 mil reviews. TMDB: 75%, com 3.775 reviews. Letterboxd: 4,1 de 5, com 3,6 milhões de reviews. Metacritic: 84 de 100, com 55 críticas. Rotten Tomatoes: 97%, com 428 críticas. Indicações ao Oscar: 16, incluindo filme, direção, ator, ator e atriz coadjuvantes, roteiro original, casting, fotografia, trilha sonora, som, design de produção, figurino, montagem, canção, maquiagem e cabelo e efeitos visuais. O layout é organizado em três colunas, com textos em roxo sobre fundo branco e uma moldura pontilhada ao redor.

PECADORES (2025)

O filme mais indicado do ano (e recordista da História da Academia), Pecadores vem forte com 16 indicações e a promessa de passar à frente de Uma Batalha Após a Outra no ranking geral da Temporada 2025/2026.

Sinopse: Tentando deixar suas tumultuadas vidas para trás, dois gêmeos (Michael B. Jordan) retornam à sua cidade natal para recomeçar, descobrindo que um mal ainda maior está esperando o seu retorno.

RECAP DO FILME

Atenção! Spoilers de PECADORES (Sinners) à frente!

O filme começa em 1932, nas terras molhadas e esquecidas por Deus do Delta do Mississippi. Sammie, o “Preacher Boy” entra numa igreja batista absolutamente besuntado em sangue, chorando e cambaleando.

Enquanto seu pai clama pela salvação da alma do filho, voltamos 24h no tempo e conhecemos os gêmeos Smoke e Stack, veteranos da Primeira Guerra que estavam trampando para a máfia em Chicago. E por trampando queremos dizer: desviando a grana dos caras.

Com a grana duplamente suja, os gêmeos compram uma antiga serralheria para fundar um Juke Joint, um bar com música ao vivo e bons drinks para a comunidade preta local. O local pertencia a um fazendeiro chamado Hogwood, obviamente racista porque, lembremos, estamos no sul dos EUA.

Os irmãos começam a formar seu Avengers do Blues Americano. Stack convoca o próprio Sammie, um moleque diabólico de bom no vilão e com uma voz celestial. Em seguida conseguem puxar Delta Slim, um cabra já famoso nas cercanias por suas composições, que vai assumir o piano da casa. Cornbread vem em seguida, como segurança da casa (já que é um armário de homem).

Nesse interim, Smoke convoca Grace e Bo, comerciantes chineses que fornecerão os bens de consumo pra casa. Annie, ex-esposa de Smoke e dona da sabedoria voodoo, assume a cozinha da Juke Joint. E meio que caindo de paraquedas vem Pearline, outra voz celestial que laça o Sammie de jeito, e Mary, ex-peguete de Stack num romance mal resolvido (talvez por Mary ser branca e Stack ser preto, o que nos EUA de 1932 nem precisamos falar que daria B.O. né).

Enquanto nosso Avengers dos Blues está sendo formado, conhecemos Remmick, um maluco que aparece na casa de um casal da Ku Klux Klan clamando por misericórdia por estar sendo perseguido por caçadores indígenas Choctaw. O casal racista o salva e aí descobrimos que Remmick é um vampiro irlandês, que já começa sua nova fanbase vampírica com o dito casal.

A noite cai e o frio desce. Galera começa a chegar na grande inauguração do Juke Joint dos Irmãos, muita bebida e risadas numa noite que promete, com Delta Slim já conduzindo o piano. Sammie é chamado pro palco e começa sua apresentação transcendental. Nos seus acordes e voz nascem espíritos do passado e do futuro, ancestrais e descendentes negros e chineses da galera que ali estava.

O poder daquela música chama a atenção de Remmick e Seus Amigos, que tentam trocar sua entrada na Juke Joint por um punhado de ouro, se dizendo uma banda itinerante que ganha a vida cantando de bar em bar. Annie é a primeira a dizer “tem coisa errada nisso” e convence os irmãos a negar a entrada de Remmick e do casal da Klan.

Stack ainda tá pensando no ouro e consegue convencer Mary a ir ter com os cantores vampiros sobre que história é essa de ouro. Remmick mostra pra ela não apenas ouro, mas praticamente um dobrão espanhol, ouro maciço.

Mary volta pra Juke e mostra pra Stack o ouro que Remmick tem para eles. Deve ser uma visão MUITO boa porque o casal mal resolvido decide tentar resolver suas diferenças na horizontal, se é que me entendem. Smoke pede para Sammie chamar Stack para resolver um B.O. no bar e descobrimos que Stack se tornou comida de vampiro.

Sim, meus amigos, Mary foi transformada e agora transformou Stack. Mary foge enquanto Smoke vela o corpo do irmão morto, com Annie tentando convencê-lo a colocar Stack do lado de fora. Smoke expulsa todo mundo da Juke (péssima ideia) e fica apenas os personagens que têm nome: Smoke, Sammie, Annie, Pearline, Delta Slim, e Grace. Stack acorda da morte e foge.

Todos os expulsos, além de Cornbread, Bo, Mary e Stack, dançam com Remmick celebrando o nascimento de uma nova sociedade. Enquanto isso, nossos heróis aprendem sobre vampiros com a Professora Annie que explica o clássico dos clássicos: alho, estaca de madeira no peito e cabeça cortada.

Stack, Mary e Bo tentam convencer nossos amigos a deixar a Juke e se entregar para a imortalidade, numa nova sociedade sem racismo, sem dor, sem sobrevivência, só liberdade, música e tranquilidade. Por mais tentador que seja, ainda mais com seus antigos amigos os chamando, os heróis conseguem resistir e começam a montar sua resistência no melhor estilo Van Helsing.

Grace perde o foco, teme pela vida da filha depois do seu marido transformado dizer que iria vê-la, e grita com os vampiros, dizendo para eles a pegarem. Eles aceitam o convite e finalmente entram na Juke causando o morticínio final dos nossos heróis.

Grace, Annie, Pearline e Delta Slim se tornam vítimas, com Annie implorando para Smoke matá-la antes que ela se transforme (e entregue para o grupo seus conhecimentos do além-mundo). A batalha final de Remmick rola contra Smoke e Sammie, que o matam com o violão do Preacher Boy sendo usado de estaca no peito.

Sammie volta pro pai, o pastor Jebediah, que tenta fazer o “eu avisei” com o filho; “eu avisei que música era do demônio”, “eu avisei que deveria ter ficado aqui” e outros mais. Smoke, enquanto isso, aguarda a chegada a Klan, que se preparou para matar todos os presentes da Juke Joint em mais um caso isolado de ódio racial nos EUA. Smoke, literalmente sem mais nada a perder, abre fogo contra todos os membros da Klan, morrendo com eles no tiroteio.

60 anos no futuro. Sammie não ouviu seu pai e se tornou um cantor lendário de blues em Chicago. No fim da sua apresentação, enquanto está no bar relaxando, Sammie é cortejado por dois fãs de longuíssima data: Stack e Mary, imortalizados como vampiros, nem um dia mais velhos do que estavam em 1932.

Na conversa dos velhos conhecidos, Stack e Mary oferecem pela última vez a imortalidade para Sammie, o fim das suas dores e da morte próxima. Sammie nega. Stack pede então uma última música, como as dos velhos tempos. Sammie toca, emocionando Stack e Mary.

Sammie diz que apesar de tudo, aquele dia foi o melhor da sua vida. Stack diz que também foi o dia que marcou sua vida: a última vez que viu o sol, a última vez que viu seu irmão, mas a primeira vez que se sentiu livre.

Opinião do Farofeiro

Ryan Coogler pega vampirismo, racismo, blues, voodoo e Ku Klux Klan e transforma tudo numa ópera sangrenta sobre liberdade. E funciona. Funciona demais. Nessa história, ser vampiro é a promessa de existir sem medo. Sem racismo. Sem sobreviver o tempo todo. E o filme cutuca a ferida mais incômoda possível: se a sociedade já te desumaniza, o que exatamente você estaria perdendo ao abrir mão da sua humanidade? Talvez o verdadeiro horror nunca tenha sido o monstro com presas, mas o país que decide quem merece ser humano.

Michael B. Jordan está brilhante como os gêmeos Smoke e Stack, criando duas energias opostas que se complementam e se chocam. Mas o coração do filme pulsa mesmo na música. Miles Caton como Sammie tem uma presença absurda, e a sequência musical é simplesmente uma das melhores já feitas no cinema. É transcendência pura. É passado e futuro se encontrando no mesmo acorde. E quando Wunmi Mosaku e Delroy Lindo entram em cena, o elenco se consolida como um dos mais fortes de 2025.

Sinners é daqueles filmes que você termina em silêncio, processando. É sobre liberdade, mas também sobre escolha. Sobre o peso de continuar humano num mundo que insiste em te negar isso. E, no fim das contas, é um ode à música como motor da alma. Porque talvez a única forma real de imortalidade não esteja em viver para sempre, mas em deixar sua voz ecoar depois que o sol nasce pela última vez.

Cinco pernas de frango assado simbolizando a avaliação de 5 estrelas pelo filme.

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