Farofeiros, farofeiras e farofeires, os dias estão cada vez mais cansativos e ando cada vez mais sem paciência para muitas coisas. Mas olha, tem um povo mais alucinado que o ChatGPT recebendo muita atenção.
E cansa brigar com algoritmo e absurdo o tempo todo. A gente não consegue o engajamento que queria e nem sei se consigo combater as mentiras e o preconceito da extrema-direita de um jeito eficaz. É frustrante também.
Não sei mais quantos textos publiquei – tenho apagado algumas coisas velhas ou ruins. A quantidade de lives é absurda e só perde para a quantidade de podcasts e, confesso, até para mim é assustador a quantidade de conteúdo produzido por um veículo de comunicação tão pequeno. O pior mesmo é que arrasto pessoas do meu convívio comigo, a maioria – talvez a totalidade – das minhas amizades hoje de alguma maneira já produziu algo para o FAROFEIROS.
Cada vez mais percebo que gosto de conversar e gosto de mostrar as minhas conversas para os outros. E isso é estranho pois, como comentei no último Aperte o F, não sou uma pessoa que fica conversando sorridente no meio da rua. Tento não ser antipático, mas sei que muitas vezes me acham “bravo” ou “antissocial”… Enquanto isso não sou da mesma forma no YouTube e no blog onde recebo muito mais ódio.
E aí a big tech de bilionário usa IA para mudar títulos e copia conteúdos… E a gente só pode xingar muito no Bluesky.
Anos atrás eu ficava bem puto da vida quando sites copiavam integralmente algum texto, depois sites e perfis grandes começaram a roubar montagens minhas. Falo de roubo pois ninguém nem pensou em colocar crédito de nada. Não foi uma IA quem fez, fui eu, gastando meu tempo, minha energia, minha internet. Não acho justo tanto ser roubado enquanto tão pouco é distribuído pelos algoritmos.
E quem valoriza isso?
Você, que está lendo ou que assiste algo, é quem importa para mim. Mas seria bom que o que crio chegasse para mais pessoas e menos para IAs que não querem mostrar o meu trabalho.






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