Demonschool é um jogo.
Assim que vi Demonschool fui seduzido pela arte estilosa e a animação de seus personagens, mas a chamada para um novo estilo de jogo de táticas de RPG com movimentação estratégica me interessou também. Se fiquei animado? Olha, eu vivo buscando jogos para satisfazer minha fome, e eu tinha certeza que esse era o jogo para mim.
O vídeo abaixo adapta parte deste texto, confira o gameplay!
Apesar de moderno seu visual não tem medo de homenagear suas influências em games táticos. Fui literalmente atraído pela nostalgia, mas fiquei pela novidade, pelos golpes, pela arte, pela movimentação e pelo enredo – que em todo lugar é muito elogiado.
Inspirações óbvias passaram despercebidas por mim até jogar o game. Aparentemente Shin Megami Tensei, Persona e até Fire Emblem estão nos golpes, no enredo e na história… O problema é que só joguei Fire Emblem e nem posso falar que é um dos meus jogos favoritos. Não que seja ruim.
São centenas de pessoas elogiando e apontando as qualidades do game em análises na Steam. E no dia que o FAROFEIROS recebeu a chave do jogo para testes fiquei empolgado, joguei por algumas horas só que algo não estava certo. Não tem outro jeito de falar isso, mas Demonschool não é para mim.

Tudo é muito bem feito e mesmo sendo o jogo em turnos achei a ação frenética (com longas pausas para a história). Achei que tudo lembra um pouco de Stranger Things também, com a parte boa e a parte ruim.
Não sou um fã de Persona e seus similares. Não tenho apego emocional e nunca gostei de suas mecânicas apesar do visual que normalmente é lindo. É um desbunde visual se aventurar naquele mundo. Só não é pra mim.
Mas só o visual não seria capaz de me segurar no jogo. E não, não estou falando que Demonschool é um jogo ruim, só não é um game para todo mundo. É um jogo de nicho muito específico, que pode não se interessar profundamente o grande público que, como eu, talvez não entenda as referências de gameplay.
Não tenho problemas quando o jogo não é para mim, de verdade. Mas acredito que me ludibriei quando vi o combate em turnos e a arte pixelada. O visual me arremeteu para uma época que não existe mais faz muito tempo… Meu gosto não é mais o mesmo daquela época.

A minha crítica real ao game fica por conta do diálogo dos personagens… Não que seja mal feito, mas eles falam de maneira “jovem“… E já faz tempo que não sou jovem. Talvez por isso também não tenha me sentido a vontade com o game, ele não fala a minha língua… E olha que até piadas com o Bug do Milênio o jogo tem.
E, de novo, isso não é uma crítica ruim. Afinal está tudo bem um jogo simplesmente não ser para mim.
Nas batalhas tive muitas dificuldades, mas o sistema de voltar a ação ajuda um bocado. As lutas de chefes são divertidas, diferentes, mas foram estressantes para mim. Obter rankeamento alto nas batalhas nunca foi uma preocupação, mas a dificuldade aumenta de maneira rápida.

O jogo não possuí dublagem e está disponível em português brasileiro. A classificação indicativa é de 14 anos, mas o valor do game é algo chato: R$ 75 na Steam me pareceu caro para esse jogo. Há alguns problemas técnicos com a configuração do tamanho da janela, mas não chega a ser um problemão. Só é chato.
E, de novo, pelo preço que o jogo está no Brasil é bom assistir muito gameplay antes de decidir comprar Demonschool. Vai que não um jogo para você também?
O FAROFEIROS recebeu a chave do jogo para teste.
