Farofeiros, farofeiras e farofeires, não me lembro qual foi a primeira vez que escutei que a sociedade estava em colapso, escuto essa palavra desde muito novo. Aparentemente nasci em um colapso que nos trás ao que escrevo hoje… Ao que você lê neste momento.
Por muitos anos vivi em contato com as mais diversas religiões, mas na escola via o Apocalipse com muita frequência. Havia uma cultura do “fim dos dias”, a religião sempre procurava sinais do apocalipse bíblico no dia a dia para justificar opiniões e atitudes, afinal o Juízo Final estava prestes a acontecer e você queria estar do lado certo, né?
Sim, eu queria. Fui levado a acreditar que as aulas de religião estavam me ensinando, acreditava quando me falavam que a NASA havia identificado sons de trombetas vindo do Cinturão de Orion, acreditava quando diziam que cavalos que cuspiam fogo pela boca iriam nos atacar. Eu tinha 10 anos quando isso começou.

Mas esta não foi a primeira vez que ouvi o termo.
Tenho uma memória nebulosa de um dia frio na casa onde nasci, lembro que reportagens da Globo falavam algo de alguma guerra. Não sei dizer qual é, mas foi antes de 1986. O narrador – que na minha cabeça era o Pedro Bial – afirmado que a “sociedade moderna estava a beira do colapso”.
Não sei dizer se o fim foi adiado ou a queda é maior do que parece mas posso dizer que olhei para o abismo e ele olhou de volta para mim. E em um concurso de um site que nem me lembro o nome ganhei um concurso de frases. Também não me lembro da frase.
Apesar de todas as tentativas de nos eliminarem continuamos aqui, de um jeito ou de outro persistimos. É óbvio que em diversos lugares do mundo isso não é verdade, para alguns o fim do mundo já ocorreu.
Talvez colapsar seja lucrativo demais para deixar de acontecer.






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