Lanternas que não iluminam. É feio assim.
Tive esperança de que a série Lanternas – que é a série mostrando alguns Lanternas Verdes – fosse ser algo bom, ou pelo menos interessante. Há pontos fontes, há momentos interessantes, mas o conjunto da obra não consegue segurar a série como uma história coesa.
Antes de falar da qualidade da trama é preciso falar que as intenções da série parecem boas, mas não há dinheiro algum para conclui-la. Os efeitos especiais foram economizados ao máximo e o famoso e temível poder do anel de energia simplesmente tem seu melhor momento quando um passarinho pintado de ver aparece. Não há motivo no universo que justificará uma produção com personagens Lanternas Verdes que não usam nenhuma lanterna verde… Uma hora a desculpa é a falta de energia, na outra simplesmente não usam.
Isso poderia ser justificado na história, mas não é feito de maneira convincente em uma trama que tenta insinuar um mistério bobo com a desculpa de mostrar gente com pouca roupa. As falhas que poderiam ser consideradas humanas apenas se agregam para forçar um drama desnecessário onde a vilania deveria se mostrar clara como o dia. No lugar disso colocam o espectador no escuro e, no final, a dubiedade dos personagens podem colocar os supostos heróis no posto de vilões.
John Stewart é, sem dúvidas, o destaque da história, lembra um pouco o personagem de Liga da Justiça sem Limites, mas é um completo estranho aos quadrinhos. A origem mostrada na série é bem mais interessante que a dos quadrinhos, mas igualmente furada… muito furado nossa senhora da aqueropita. Hal Jordan é algo desperdiçado, realmente acredito que seria possível dar outra personalidade e até outra história para um personagem que sempre foi sem graça nos quadrinhos. E não, nenhum a “participação especial” é boa.
Os dois atores principais fazem um bom trabalho, Kyle Chandler e Aaron Pierre são as principais atrações da série… Mesmo que ambos não interpretem os personagens que dizem ser, não importa o que digam, Hal Jordan e John Stewart não estão ali por mais parecidos que sejam. A série é escrita por três nomes importantes no gênero super herói, Chris Mundy, Damon Lindelof e Tom King.
Gostei muito do trabalho de Lidenlof na série Watchmen – por mais que Alan Moore nem tenha olhado para o que foi criado. Tom King sei que é “polêmico”, o autor tem obras boas e outras nem tanto. Só o trabalho dos dois deveria garantir uma trama pelo menos interessante e não essa bagunça lançada do formato de série.





A série começa como termina, com uma bagunça sem explicações viáveis para personagens agirem como agem. A confusão tenta se disfarçar de mistério mas perde a máscara com facilidade em diversos episódios. E, obviamente, quase não se vê os Lanternas Verde usando seus anéis – como tiveram coragem de fazer uma série dos Lanternas sem lanternas?
Realmente fiquei frustrado com a série. Não reconhecer os personagens é o que mais me incomodou – não me importo em adaptá-los ou alterar suas histórias para outra mídia – que me incomoda é usar o mito para simplesmente tentarem inventar uma roda sem dinheiro para efeitos especiais para mostrar um super poder extremamente complexo.
