Farofeiros, farofeiras e farofeires, acordar, checar as notificações e se revoltar tem sido minha rotina nos últimos anos. Mesmo antes do café da manhã entro num looping de esgotamento emocional, cansado de ter que se importar com tudo o tempo todo.
O absurdo diário da vida cotidiana não nos dá folga, é cansativo ver a violência, a malícia e o despreparo daqueles que deveriam trabalhar para resolver nossos problemas – e não criar novos.
Se ontem o problema era o governador lunático, hoje é o ex-streamer nazista. Amanhã será a votação de mais um projeto que enterra direitos básicos enquanto mais projetos de lei que favorecem a grilagem são aprovados pelo congresso nacional. Enquanto um bananinha vai pedir para um laranjão egocêntrico interferir na justiça de outro país. Tudo é urgente. Tudo é trágico. Tudo precisa de posicionamento, thread, vídeo e story indignado.
Me pergunto com muita frequência se eu ainda estou lutando ou só estou sobrevivendo.
E o algoritmo faz questão de esfregar na sua cara que você não foi bom ou rápido o bastante. Você sabia que é comum pessoas que me conhecem receberem meus memes sem ser por mim? A minha postagem gera 500 curtidas, a da pessoa que pegou o meme ganha 100 mil. Isso cansa.
Tem dia que o silêncio é tudo o que eu consigo produzir. E tá tudo bem. Acho. Especialmente quando o mundo foi desenhado para esmagar quem ousa tentar corrigir os rumos dele.
Não é omissão, isso também é um ato político. O de parar e respirar antes de seguir em frente. A gente não pode se acostumar com o absurdo. Mas também não pode deixar que o absurdo nos cause colapsos toda hora.
No Farofeiros Cast #029, gravado dia 5 de Agosto de 2025, vemos Jair Bolsonaro em lockdown finalmente. Neste episódio Paola Costa, Pedro Octávio, José Fernando e Rodrigo Castro vão comprar pão, coisa que Jair não pode fazer.
Jair Messias Bolsonaro está em prisão domiciliar graças à sua participação em evento da extrema-direita que atacou o STF mais uma vez. A prisão ocorreu com a ajuda de personalidades bolsonaristas como Nikolas Ferreira e até mesmo Flávio Bolsonaro. Realmente um grande dia.
Quais serão os próximos passos daqueles que utilizam tornozeleira dentro de sua própria casa? Quem sabe o encarceramento resolve isso definitivamente.
A segunda temporada Farofeiros Cast é gravada AO VIVO no YouTube todas as terças-feiras às 20h. Com as notificações ligadas você poderá interagir conosco em tempo real no chat e participar da conversa.
Já ouviu o Farofeiros Cast #028? Lá mostramos que o Brasil não está acima de tudo para os patriotas perdidos no rolê.
O Farofeiros Cast sempre aborda os mais variados temas dentro da cultura pop, política e comportamento, com seu elenco e com convidados. O bom humor e a leveza são os temperos essenciais dessa farofa! Toda semana tem um episódio inédito no seu feed. Apoie nossos projetos!
No Farofeiros Cast #028, gravado dia 29 de Julho, falamos dos patriotas que preferem os EUA, será que é o Brasil acima de tudo mesmo para essa galera? Neste episódio Paola Costa, José Fernando e Rodrigo Castro mostram que tem patriota que que traiu sua pátria com gosto.
Carla Zambelli foi presa na Itália para a nossa alegria, mas seus amigos ~supostamente~ patriotas estão pedindo para os EUA taxarem o Brasil. Em uma tática chantagista Dudu Bananinha tenta livrar seu pai da cadeia às custas da sua paz – e com seu dinheiro.
O Governo Brasileiro tem enfrentado de maneira correta os delírios de Donald Trump, mas ter políticos eleitos com o voto popular, vivendo em outro país às nossas custas, fomentando golpes para beneficiar empresas estadunidenses não me parece muito patriótico da parte deles. Ou talvez seja, eles só erraram o país (talvez).
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A Fabricação da Verdade: a ascensão da extrema direita e a guerra de informação
Acaba de ser lançado o e-book A Fabricação da Verdade: A Ascensão da Extrema Direita e a Guerra de Informação, organizado por Bruna Giovanna da Silva, Gabriel Benedito Machado, Giovanna de Andrade Figueira e Mayara Balestro.
O e-book gratuito reúne textos que investigaram a atuação da extrema direita no Brasil de uma perspectiva interdisciplinar com foco nas estratégias digitais, nas narrativas revisionistas e no uso político da desinformação (ou fake news).
Por aqui sabemos da importância do embate às mentiras criadas de maneira estratégica que podem confundir o povo e até levar a tentativa de golpes. A democracia precisa de ferramentas para enfrentarmos e para, cada vez mais, lutarmos de maneira eficaz. A Fabricação da Verdade é uma dessas ferramentas.
(…) “o objetivo do e-book A fabricação da verdade: a ascensão da extrema direita e a guerra de informação é reunir contribuições que dialogam debates da contemporaneidade, notadamente aqueles que envolvem os processos de desinformação, a emergência e consolidação das direitas no Brasil, o negacionismo histórico e a atuação de grupos neofascistas. Os textos aqui apresentados adotam uma perspectiva teórico-metodológica interdisciplinar, articulando, sobretudo, contribuições oriundas da História, da Sociologia e da Comunicação. Tais abordagens permitem compreender os fenômenos analisados não apenas em sua dimensão conjuntural, mas como parte de processos históricos mais amplos, nos quais o discurso, a memória, os símbolos e os dispositivos tecnológicos desempenham papel fundamental.” (…)
Como mencionado o livro é GRÁTIS e pode ser baixado oficialmente neste link.
Superman de Gunn foi uma maravilhosa surpresa. Eu não tava esperando muito, principalmente depois da avalanche de filmes de heróis nos últimos anos que saturaram demais o gênero. Mas nossa, esse filme conseguiu ser novo num mar de mesmice, principalmente na forma como apresentou seus personagens e estruturou o enredo sem tratar o espectador como um idiota que precisa ser guiado nas entrelinhas.
Começando com a maravilhosa química entre Lois e Clark, que ficou excelente na tela. Soou verdadeiro, sem melodrama e sem romance forçado. Eles têm problemas de casal e as brigas não soam artificiais só pra causar problema de enredo. Inclusive, Clark/Superman está INCRÍVEL. Eu estava bem pé atrás com a escolha do ator, mas depois de ver na tela eu só posso dizer: ele era o Superman que precisávamos (e isso bate bem com o enredo, mas mais pra frente eu chego lá)
Tive meus problemas com o Lex Luthor. Achei meio forçado, meio caricato, meio pastelão. Isso se manteve até sua última cena, onde a gente tem um vislumbre de profundidade, que ainda não foi entregue, mas ficou ali, prometendo algo melhor pro futuro.
Os heróis da “Gangue da Justiça” são hilários e terríveis ao mesmo tempo. Um alívio cômico maravilhoso e necessário para o enredo mais pesado sobre humanidade e o que significa, de fato, ser humano. Kudos pro Senhor Incrível, que é INSUPORTÁVEL de chato, mas maravilhosamente irritante. Você começa com raiva e termina gargalhando com ele.
Graças aos deuses que mantiveram ambos os pais de Clark vivos, com aquele ensinamento firme de “você é quem escolhe ser, e não o que querem que você seja”. Toda a construção do Kal-El “abandonando” suas raízes kryptonianas e abraçando cada vez mais sua humanidade adotiva foi muito bem costurada, especialmente no diálogo com seu pai na fazenda Kent. Muito melhor do que criar motivação pela perda de um familiar. Manter os dois vivos como lembrança do caminho e da motivação funciona mil vezes melhor. Sobretudo no arco “herói volta pra casa pra entender quem é e o que deve fazer”. Perfeito.
Superman (2025) é um puta estudo de personagem sobre o que significa ser o Superman nos dias atuais. Mais do que um símbolo americano, ele é um símbolo de esperança. Mais do que um soldado dos EUA, é um defensor da humanidade como um todo. Um filme que nos lembra de olhar pra dentro e entender que a mudança real está em nós. Mais do que isso: um lembrete de que deixar de agir é se aliar ao inimigo.
A cena da briga entre Clark e Lois, com ela dizendo que ele não deveria intervir em assuntos de estado e ele gritando “pessoas iam morrer”, é um soco. Um lembrete de que vidas humanas se tornaram asteriscos em relatórios de organismos internacionais. E nessa toada, Israel ter boicotado o filme fala MUITO sobre a mensagem que Gunn passou no roteiro. Funcionou? Sim. Quem precisava sentir, sentiu.
Kripto não foi cringe. Muito pelo contrário, foi peça fundamental no plot. E, aliás: graças a Deus não temos um plot Marvel que se resolve magicamente com um deus ex machina pilantra (sim, eu to olhando pra você, Ultron). Superman (2025) apresenta um problema real, complexo e que não dá pra resolver sozinho. Superman precisou da Gangue da Justiça, precisou da Lois e do Planeta Diário, precisou do Kripto. Literalmente uma união entre metahumanos e humanidade pelo bem comum.
A mensagem é clara. Não dá pra salvar o mundo sozinho. Mas juntos… tudo tem jeito.
Palmas pra DC. Se manter esse caminho, essa nova fase tem tudo pra dar certo.
O ego inflado de Trump só fica à frente dos absurdos que comete.
Farofeiros, farofeiras e farofeires, Donald Trump não é um político, ele é uma seita que louva o próprio umbigo com spray bronzeador laranja e peruca. O presidente dos Estragos Unidos vive em um universo paralelo onde só existe o ego inflado de Trump, onde jornalistas, apresentadores de talk-show noturnos e qualquer pessoa com mais de dois neurônios funcionando são comunistas da esquerda radical.
Somos obrigados a conviver com um megalomaníaco que faz de conta que não erra, é o mundo é que não entende. Pobrezinho.
Perdeu a eleição? Foi fraude. Acusado criminalmente? Caça às bruxas. Condenado por abuso sexual, ter “segredos maravilhosos” com um abusador, fraudes fiscais, incitação à insurreição? Fake news da esquerda radical globalista. Nada – NADA – é culpa dele. Nunca é. Nem quando ele literalmente diz que faria tudo de novo… E falando assim confesso que as semelhanças com Jair Bolsonaro de Tornozeleira parecem cada vez maiores.
Essa incapacidade de assumir qualquer responsabilidade virou um método político egocêntrico, porque a única coisa que realmente importa nesse culto é a figura central do líder incorruptível que é, invariavelmente, corrupto.
Trump é um produto que vive de manchetes absurdas em sua própria rede social, memes feios por IA e escândalos de todos os tipos. Cada discurso é uma mistura de coach com uma seita apocalíptica, é como se o ego dele precisasse de adoração constante pra não implodir com o tanto de mentiras que conta.
E tem gente que acredita. Que acredita que ele é o salvador anti-sistema, o simplório bilionário de Manhattan que só fala asneiras. E essa gente vota. Essa gente faz barulho. Essa gente segue alimentando um ego que já devia estar aposentado e bem longe da vida pública… Mas as big techs precisam de alguém radical do seu lado para fazer absurdos ocorrerem nos Estragos Unidos e no resto do mundo.
E o povo, independente da nacionalidade, que se ferre.
Uma ONG gamer – com projetos que supostamente beneficiam a comunidade de jogos eletrônicos – que afirma atender milhões de jovens com projetos virou alvo de investigação após denúncias. Supostamente é um caso de uso irregular de emendas parlamentares, aquelas onde deputados e senadores acumulam R$50 bilhões para investir no que bem entenderem.
O caso envolve repasses de Fred Linhares (Republicanos-DF), Bia Kicis (PL-DF), Julio Cesar (Republicanos), além de Izalci Lucas (PL-DF) – ligados ao centrão ou extrema-direita – e somam mais de R$ 53 milhões. O caso agora é alvo de análise no Supremo Tribunal Federal (STF). O total suspenso até o momento chega a R$ 37,9 milhões, sendo que cerca de R$ 8 milhões já havia sido liberada antes da apuração.
Estes recursos teriam sido usados para um evento “gamer” chamado JEDIS (se lê jê diz, não jê dáis), Programa de Jogos Educacionais Digitais… Que, de alguma maneira o curso gratuito para os participantes ofereceria “aulas” de jogos como LoL, Valorant e Free Fire junto de cursos profissionalizantes. O evento ocorreu em 14 de Outubro de 2024 no Sesc Setor Comercial Sul (Distrito Federal) segundo informações obtivas em rede social.
O ministro Flávio Dino, do STF, solicitou que a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Congresso Nacional expliquem a liberação desses recursos públicos. A ONG em questão, Associação Moriá, teria recebido os valores sem comprovar capacidade técnica ou estrutura adequada para execução dos projetos.
Os problemas da ONG gamer
As denúncias, reveladas por veículos como Metrópolese G1, apontam uma série de inconsistências graves:
Número irreal de beneficiados: a entidade declarou atender 3,5 milhões de jovens em Anápolis (GO), cidade com apenas 398 mil habitantes. A matemática simplesmente não fecha.
Endereço fantasma: a sede registrada da ONG não corresponde a nenhuma estrutura funcional da entidade.
Equipe sem formação técnica: o presidente é um ex-cabo do Exército, o diretor financeiro é motorista e a diretora operacional é esteticista.
Parcerias inexistentes: a ONG afirmou contar com apoio da Secretaria de Educação do DF para seus projetos de “salas gamers”, mas a secretaria negou qualquer envolvimento.
STF modo HARD
O caso da ONG gamer e outras investigações semelhantes nos alerta sobre o uso indevido de emendas parlamentares para financiar entidades com pouca ou nenhuma capacidade real de execução. O STF agora atua para exigir transparência, rastreabilidade e critérios técnicos nos projetos que envolvem dinheiro público. Mais do que razoável em se tratando de administração pública e veementemente ignorada por
A ideia de levar tecnologia e cultura gamer gratuitamente para jovens é louvável. Mas em casos onde essa “bondade” é usada como fachada para desvio de verbas, o jogo muda de cara. A apuração segue no STF e, até que tudo seja esclarecido, os recursos estão suspensos.
Ainda é importante apontar que, para 46% dos brasileiros, deputados e senadores não deveriam receber as chamadas emendas parlamentares, recursos normalmente cooptados pelo centrão e extrema-direita, como apontado pelo Congresso Inimigo do Povo.ORG.
A nova aventura do Quarteto Fantástico foca na família, no drama, na ficção científica cósmica
A nova aventura de Reed, Sue, Ben e Johnny a Marvel Studios, ambientado na Terra 828, abandona o arroz com feijão do MCU e aposta em uma história mais fechada, focada no drama familiar. Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é surpreendentemente bom!
O texto a seguir incluí SPOILERS mínimos do filme, mas se você veio aqui querendo saber se Robert Downey Jr. aparece em Quarteto Fantástico: Primeiros Passos, já avisamos: não aparece. Pode respirar e seguir a leitura.
Os primeiros passos do Quarteto com cara de gibi
O filme não é o que esperava, é melhor. Os roteiristas Josh Friedman, Eric Pearson e Jeff Kaplan, junto do diretor Matt Shakman, entregam uma surpreendente aventura extremamente brega e deliciosa. Tudo arremete os quadrinhos: o drama, a aventura e a química familiar que transborda da tela – em grande parte graças aos atores que estão impecáveis.
Não posso afirmar que “a Marvel voltou” pois acredito que algo desse tipo nunca tivemos no MCU.
A ambientação mistura tecnologias absurdas, figurinos clássicos e diversas referências aos quadrinhos, até mesmo uma releitura da capa de Fantastic Four #1. A beleza do momento é absurda… Até Herbie que não tem um rosto se mostra um robô com alma!
Até a Fundação Futuro aparece, mas aqui funciona como uma espécie de ONU chefiada por Sue Storm. Em uma cena mostrando as nações membro chama a atenção a ausência do representante da Latveria – país dominado por Victor Von Doom, o Doutor Destino.
Aliás, o filme é isolado do MCU: não há participação de outros heróis. Porém todos os vilões têm ligação direta com o Quarteto Fantástico… Mesmo que de forma diferente, afinal o Topeira é um líder razoável, a Surfista Prateada é uma mudança óbvia… E Galactus, bem, é um gigante com fome.
Sue grávida, Galactus velho e Reed gênio (inconsequente)
A trama gira em torno da gravidez de Sue Storm, enquanto a equipe lida com a ameaça cósmica de Galactus. E não, não é uma nuvem com olhos brilhantes. Ele aparece como o devorador de mundos clássico – embora esteja visivelmente velho, fraco e cansado do que se esperava. Por isso, inclusive, seu interesse em Franklyn Richards.
O filho do casal Sue e Reed é simplesmente um dos seres mais poderosos da mitologia da Marvel Comics. A extensão de seus poderes nos quadrinhos é tão absurda que ele casualmente altera a realidade e cria universos… Infelizmente isso ocorre com uma frequência exagerada nos quadrinhos.
O filme acerta ao tratar com seriedade o dilema principal: Reed e Sue se recusam a trocar seu filho pelo planeta Terra, e a humanidade entra em colapso moral. Um tipo de conflito que a Marvel raramente explora com esse peso.
E é preciso convir que o visual é o menor dos problemas diante de um filme que decide mostrar um parto em gravidade zero numa espaçonave fugindo à beira de um buraco negro. A cena é absurda e, absurdamente boa!
Elenco fantástico para bons personagens
As atuações mostram a importância de um elenco sincronizado, Pedro Pascal, Vanessa Kirby, Ebon Moss-Bachrach e Joseph Quinn são o Quarteto Fantástico que sempre quis. Todos eles representam de maneira exemplar os personagens, dando volume e uma veracidade que raramente vemos em um filme da Marvel.
A Surfista Prateada é mais uma das surpresas de Quarteto Fantástico: Primeiros Passos. Embora não seja o Norrin Radd como nos quadrinhos, a personagem carrega a mesma moral e peso na história, Shalla-Bal é a arauta que Galactus merece e entrega tudo que se espera.
Galactus é um personagem que não dá para ser muito discutido. É um cara gigante com um balde roxo na cabeça que usa saia e sai por aí comendo planetas. Não dá para fazer algo muito melhor do que foi feito aqui, não sei se podemos chamar de perfeito, mas é muito bom.
Johnny Storm também tem bons momentos, principalmente em sua interação com a Surfista. Ele não é só o piadista em chamas e se mostra útil, sem deixar de ser o Tocha Humana falastrão.
Enquanto isso, o Coisa ganha uma nova versão que não vai agradar todo mundo. As pedras do rosto dele me incomodou um pouco, dando uma expressividade estranha, desconfortável até. Porém o personagem mostra um design extremamente fiel aos quadrinhos.
Reed Richards é um personagem complicado, ele é chato e tenta ser uma boa pessoa com planos com ampla taxa de falhas…Particularmente gosto de odiar Reed e Pedro Pascal conseguiu mais uma vez dar alma para um personagem na cultura pop com louvor.
Agora, Sue Storm é o coração, a alma, a mente e o músculo (mais forte) da equipe. Finalmente a personagem recebe o destaque merecido mostrando o que ela faz e do que é capaz. Ela é quem orienta, ela é quem todos seguem, ela é quem organiza e é quem tem razão. A Sra. Fantástica sem dúvidas.
Reed Richards não salva o mundo
Nada mais Reed Richards do que bolar um plano incrível e absurdo apenas falhar lindamente. E aqui confesso que acho graça da ideia de teletransportar um planeta inteiro… Que falha graças à um previsível ataque da arauta de Galactus.
O visual da batalha final contra Galactus é um desfile de referências visuais a décadas de quadrinhos. Reed se esticando por cima de um gigante roxo, campos de energia da Mulher Invisível, Ben derrubando prédios.
É a típica luta final de super-heróis nos quadrinhos, mas representada de forma surpreendente e deliciosa.
No fim, claro, Quarteto FantásticoSue Storm salva o mundo.
O Quarteto Fantástico está de volta
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos é um filme corajoso, estranho e emocionalmente carregado. Ele entrega drama familiar, ficção científica clássica, dilemas morais reais e um elenco perfeitamente encaixado.
E sim, o filme termina com a promessa de retorno: O Quarteto Fantástico voltará em Vingadores: Doomsday (ou Apocalipse, a Marvel Brasil ainda decidiu a tradução). Mas a cena pós créditos mostra o Doutor Destino, só não mostra Downey Jr.
Se mantiverem esse tom, o próximo passo pode mais do que fantástico… Gostei mais de Quarteto do que de Superman, mas também é um bom filme de boneco!
Na fronteira final podemos afirmar que Star Trek é socialista.
No ano 2364 vemos uma destemida tripulação multinacional, multiétnica e multigênero desbravando os limites do espaço, indo onde nenhum ser humano jamais foi. Esta jornada nas estrelas conquistava o mundo, ganhava fãs e apresentava um futuro diferente do que vemos habitualmente em guerras estelares, em futuros cyberpunk e outras tantas fantasias distópicas que dominam a cultura pop. Mas por que Star Trek é tão diferente?
Na mitologia de Star Trek os seres humanos não trabalham apenas para sobreviver, como aponta Simon Tyrie em seu ótimo texto para a Jacobin, suas vidas vão além do trabalho. Exploram, criam, se expressam artisticamente, tudo isso graças ao avanço tecnológico e social e a uma luta contínua pela preservação e conservação de minorías — sejam elas quais forem, até mesmo planetas com pouco avanço tecnológico.
A Diretriz Primeira da Federação Unida de Planetas proibia que seus capitães e suas naves estelares usassem tecnologia superior para interferir em qualquer comunidade, povo ou espécie senciente – mesmo que custasse suas próprias vidas. Esta regra foi frequentemente violada, mas nunca foi revogada. Esta regra é também uma arma contra o imperialismo e traça comparativos interessantes como o mundo real, como quando os EUA bombardearam o Porto de Haiphong e outras bases vietnamitas em 1967.
Em outro momento, um dos capitães da Enterprise encontra um humano congelado no espaço que – de alguma forma – sobreviveu à criogenia espacial desde 1994. ““Muita coisa mudou nos últimos trezentos anos. As pessoas já não são obcecadas com o acúmulo de coisas. Nós eliminamos a fome, a miséria, a necessidade de posses. Nós crescemos e saímos da nossa infância.”
Me parece que o socialismo cresceu neste período.
Trekonomia
O conceito conhecido como Trekonomia, ou Trekonomics, surgiu em 2016 em um livro do economista francês Manu Saadia de mesmo nome. A obra detalha o universo de Star Trek do século 24 como um lugar sem escassez, o universo de Kirk e Piccard representa uma era pós-escassez onde a automação e inteligência artificial é organizada em prol da sociedade. Enquanto o motor de dobra espacial ainda não existe, a economia pós-escassez parece mais próxima da realidade do que gostaríamos de admitir.
Na economia a escassez é o fato básico de que tudo o que os seres humanos produzem pode ser feito em uma quantidade finita. Seja por conta de tecnologias pouco eficientes ou pela falta de recursos (essencialmente os naturais), tudo tem limite em nosso planeta. Obviamente isso se aplica ao consumismo sem função, aquele que existe apenas para alimentar o capital e centraliza sua razão de existir no dinheiro. E, bem, sabemos bem que não se pode comer dinheiro ou beber ações de empresas na bolsa de valores.
A Federação Unida dos Planetas dispensa o uso de moeda. Afinal, onde não há crise econômica não há motivo para existir moeda. Mesmo assim, naquele universo, todos trabalham, ou melhor, agem em diversas funções pela galáxia. E por isso, vemos tantos personagens dedicando suas vidas à ciência, à exploração do Universo e à justiça.
A automação, neste final de revolução industrial, transforma bens produzidos em bens públicos. O autor mostra inclusive como os Ferengi – raça economicamente poderosa baseada no comércio e no capitalismo – abandonam seus velhos hábitos para adotar a social democracia keynesiana.
Expandir a prosperidade mundial e disseminar bens públicos em escala global é o que Manu Saadia indica como nossa sociedade se aproxima da Trekonomia. Imagine só programas sociais como um sistema único de saúde, acesso à educação e qualificação profissional (pronatec), habitação digna (Minha Casa, Minha Vida), (Brasil Sem Fome), (Programa de Aquisição de Alimentos)
Essas políticas sociais não habitam uma galáxia muito distante. Mesmo com falhas, representam tentativas concretas de bem-estar social. Como em Star Trek.
Além da fronteira final
HG Wells, autor de A Máquina do Tempo, imaginava um futuro distópico em que elites despreocupadas viviam na superfície, sustentadas por sub-classes trabalhadoras que habitavam o subsolo — uma crítica clara às desigualdades sociais de sua época. Suzanne Collins, em Jogos Vorazes, atualiza essa lógica: elites se divertem enquanto as classes inferiores lutam pela sobrevivência, transformando a opressão em entretenimento. Já George Lucas, criador de Star Wars, explora um universo marcado pelo imperialismo, com direito a guerras por tarifas comerciais e invasões planetárias.
Na contramão dessas distopias, Star Trek propõe uma utopia. Segundo o texto de Simon Tyrie na Jacobin, a série era assistida por Martin Luther King, que disse ser “o único programa que eu e minha esposa Coretta permitíamos que nossos três filhos pequenos ficassem acordados para assistir”.
HG Wells, aliás, já havia publicado obras como A Guerra dos Mundos, A Ilha do Dr. Moreau e O Homem Invisível quando, em 1920, viajou à Rússia e entrevistou ninguém menos que Lenin.
E sim, o comunismo luxuoso, totalmente automatizado, gay e espacial pode mesmo se tornar realidade.
O radicalismo de Star Trek
Gene Roddenberry, criador de Star Trek, acreditava que a humanidade poderia evoluir para além do que era proposto pelos neoliberais. Sua série, lançada em 1966, já contava com uma tripulação diversa em etnia, gênero e nacionalidade. Mas, importante dizer: a hipocrisia e misoginia de Roddenberry estão bem documentadas.
Após seu afastamento de A Nova Geração, os produtores definiram que Star Trek não deveria ser instrumento pedagógico. Mesmo assim, a série prosperou com spin-offs e filmes e sempre manteve sua essência progressista.
Matthew Continett, editor-chefe do Washington Free Beacon, escreveu em 2016, uma frase que vale para Roddenberry e muitos outro progressistas: “(…) sei por que Gene Roddenberry se apegou tão ferozmente à sua noção de um futuro em que a natureza humana foi transformada em puro bem. É porque ele sabia mais do que ninguém o quão verdadeiramente horríveis podemos ser.”
Em Star Trek, a tecnologia sozinha, não constrói a utopia socialista que vemos nas telas, para que o argumento fosse crível era preciso que os personagens representassem o que o ser humano tem de melhor. Os problemas interpessoais são facilmente superados com o trabalho em equipe da tripulação da Enterprise. Independente do problema há comunicação entre todos e uma avaliação objetiva na maioria dos casos (dentro do contexto de um futuro espacial).
Resolução de conflitos, companheirismo e empatia, tudo isso transborda das telas. E isso tem um nome que muitos hoje criminalizam e repudiam: solidariedade.
Então, podemos dizer que Star Trek é socialista? Sim.
Censura e ditadura financeira das Big Techs dos EUA afetam o seu dia-a-dia.
A censura em jogos eletrônicos ganhou uma nova e perigosa dimensão. Empresas de pagamento digitais como Visa e Mastercard estão bloqueando o pagamento de jogos com conteúdo considerado adulto e queer, criando uma ditadura financeira que poderá sufocar principalmente desenvolvedores independentes. Essa situação coloca em risco a liberdade criativa da indústria dos games e, ao mesmo tempo em que o PIX se torna alvo de críticas internacionais e investigação dos EUA, ampliando o controle sobre transações digitais.
Donald Trump e seus fãs – incluindo brasileiros nem um pouco patriotas – comemoram. Mas as coisas não são simples como o laranjão tenta vender.
Censura velada à Steam e itch.io
Recentemente, gigantes como Xsolla, PayPal, Visa, Mastercard e outras plataformas de pagamento têm vetado o repasse financeiro para jogos considerados “sensíveis”, principalmente aqueles com conteúdo adulto. Essa censura não segue critérios legais, e acontece de forma arbitrária, deixando muitos desenvolvedores sem acesso a seus próprios ganhos sem mencionar que afeta diretamente conteúdos com erotismo ou temáticas LGBTQIA+.
A falta de clareza na regra que diz querer proteger parte da população de conteúdo nocivo acaba atacando conteúdos que não são necessariamente explícitos, censurando histórias inclusivas e até mesmo eróticas. E peço que o leitor não haja de maneira hipócrita: se você não gosta de jogos eróticos ou pornográficos – que não simulem atos ilegais – não tem problema, mas tem gente que gosta do mesmo jeito que tem gente que gosta de jogo de sapo.
Steam e Itch.io, após pressão de grupos “anti-pornografia”, removeram milhares de jogos NSFW, causando revolta entre criadores e jogadores, gerando pedido de desculpas público, mas sem uma solução para essa história. A Steam também passou a limitar jogos com cenas consideradas sexuais, numa clara demonstração do moralismo corporativo atuando no mercado. Esse moralismo que a extrema direita adora se utilizar para censurar minorias.
O grupo de extrema direita australiano que se diz responsável pela ação já tentou tirar games de hentai e até GTA 5 do ar. E, é importante lembrar, que todas as plataformas de vendas de games possuem controle parental, ou seja, o problema são os pais que não cuidam dos que seus filhos jogam ou não.
Abaixo você confere o vídeo do Jogabilidade onde é comentado mais sobre o assunto.
PIX na mira dos gringos
Enquanto a censura financeira cresce vemos o PIX sendo alvo de ataques e até investigação pelos Estados Unidos do Trump. Autoridades americanas falam que o sistema brasileiro desfavorece empresas de tecnologia de forma que pode ferir a concorrência e criar desequilíbrios no mercado financeiro… Tudo isso pelo Brasil ter alcançado soberania no sistema de compras digitais, logo, empresas estadunidenses não lucrariam. Triste.
Essa investigação soma-se ao contexto em que o PIX é usado como meio de pagamento de jogos, especialmente os independentes, o que pode ser mais um ataque de Visa e Mastercard (empresas dos EUA) à soberania brasileira. Desculpe, mas no momento não consigo acreditar em simples coincidências com tantos ataques do governo estadunidense ao Brasil.
Alguns acreditam que a ditadura do proletariado é algo escuso… Infelizmente (sic) não vi ninguém reclamando até agora da ditadura financeira do cartão de crédito.
É importante lembrar que a Taxa Bolsonaro e o “recente” interesse nas terras raras brasileiras também fazem parte desse ataque dos EUA ao Brasil. Aponto também o caso de que, em apenas três horas, a movimentação no câmbio no dia do tarifaço de Trump ao Brasil levantou suspeitas de uso de informação privilegiada. Não são casos isolados e não podemos ignorar o contexto completo desta situação que só visa o lucro de empresas e pessoas estrangeiras.
Essa censura atinge principalmente jogos que fogem do padrão heteronormativo ou que tratam de temas adultos, reduzindo drasticamente a diversidade e pluralidade cultural dentro do meio gamer – que é um meio bem escroto. Os bloqueios financeiros e a remoção de games não apenas limitam a criatividade, mas também ameaçam a subsistência de pequenos estúdios e artistas.
Os critérios das empresas de pagamento são inconsistentes: enquanto censuram nudez ou erotismo, mantêm jogos com violência explícita, racismo, misoginia (entre tantos outros absurdos) sem maiores problemas, revelando uma falsa moralidade.
A censura financeira por meio de empresas de pagamento e o controle sobre sistemas como o PIX representam uma ameaça real à liberdade criativa no mercado de jogos eletrônicos. Estamos vendo um movimento que exige atenção e resistência por parte da comunidade gamer e dos desenvolvedores independentes para que não sejamos vítimas dessa ditadura silenciosa.
No Farofeiros Cast #027, gravado dia 22 de Julho, mostramos o que significa o V de Vampeta para o Brasil e para o mundo. Neste episódio Paola Costa, Pedro Octávio e Rodrigo Castro fazem o V, mas de vitória.
Um nos maiores símbolos da resistência – e também nossa maior arma – é a instituição brasileira onde nós, patriotas, enviamos uma série de imagens da G Magazine para nossos alvos. Ao abrirem os arquivos se deparam com todo o valor artístico do ex-jogador de futebol Marcos André Batista Santos, conhecido como Vampeta.
Comentamos notícias e esperamos a prisão do Jair que não veio. Quem sabe na próxima, não é mesmo?
A segunda temporada Farofeiros Cast é gravada AO VIVO no YouTube todas as terças-feiras às 20h. Com as notificações ligadas você poderá interagir conosco em tempo real no chat e participar da conversa.
Já ouviu o Farofeiros Cast #026? Lá mostramos que um arquivo .DOCX pode ser perigoso.
O Farofeiros Cast sempre aborda os mais variados temas dentro da cultura pop, política e comportamento, mas não podemos esquecer da participação de ilustres convidados. O bom humor e a leveza são os temperos essenciais dessa farofa! Toda semana tem um episódio inédito no seu feed. Apoie nossos projetos!
A franquia Premonição pediu a última dança e entregou um encerramento matador. São cento e dez minutos enxutos que costuram vinte e cinco anos de carnificina num laço coerente, emotivo e ainda cheio de humor negro. Tudo começa quando Iris Campbell prevê a queda de um “Space Needle genérico” em 1968, salva a galera inteira e joga a Dona Morte num corre eterno atrás do prejuízo. Sacar que todos os filmes anteriores são reverberações dessa primeira ruptura é simplesmente genial; tem fan-service gostoso (o infame caminhão de toras dá as caras) mas nunca parece reciclagem, porque Bloodlines anda com as próprias pernas serradas.
O roteiro se dá ao luxo de deixar os Campbell respirarem. As tretas familiares fazem o drama pulsar, então quando o destino cobre a fatura dói de verdade. Erik, coitado, é o ápice do nervoso: da cadeira de tatuagem ao tomógrafo, parece que o universo está pronto para triturar o cara a qualquer segundo. O suspense funciona porque a direção prefere causa e efeito a sustos gratuitos.
Tony Todd é puro ouro na despedida. Bludworth solta sua última filosofia sobre viver cada segundo enquanto o ator se despede da vida real e da franquia no mesmo take, e isso bate forte no coração de fã.
Aliás, no meu head-canon ideal existe uma cena pós-créditos: Todd sozinho no necrotério, plantão de madrugada. Ele ouve portinhas baterem, gavetas deslizam sozinhas, papéis voam pela corrente de ar gelada que nasce do nada. Ele levanta o rosto, encara a escuridão do corredor, sorri cansado e sussurra “você… finalmente nos encontramos…”. Tela preta, silêncio absoluto no cinema.
[SPOILER INÍCIO] O clímax replica a morte mais icônica da série: o caminhão de toras volta para cobrar a conta e mata os protagonistas em sincronia. Nada de sobrevida milagrosa nem sequel bait. É o ponto final que a Dona Morte e a franquia mereciam. [SPOILER FIM]
A trilha sonora é um parque de diversões de humor macabro; clássicos como “Bad Moon Rising” tiram sarro das vítimas antes do golpe fatal. O único tropeço fica com o sangue CGI, um tom ketchup fluorescente que teria ganhado muito com próteses práticas. Nada que arranhe o resultado final.
Tem gore para quem curte gore, drama para quem curte drama e Premonição em estado puro para quem acompanhou desde 2000. Missão cumprida, caixão lacrado. Como na Danse Macabre de Camille Saint-Saëns, a morte tirou todos para dançar sua última música e concluiu o seu trabalho.
Você pensou que um golpe de Estado seria coisa de filme, com encontros secretos, senhas trocadas em becos escuros e um plano mirabolante digno de roteiro hollywoodiano? Pois aqui é Brasil, e o que tivemos foi uma tentativa de golpe escrita em Word, revisada em reunião com generais e deixada casualmente na gaveta do Ministério da Justiça. Literalmente.
Nas alegações finais da Ação Penal 2.668, o Ministério Público Federal foi direto: Jair Bolsonaro e seus comparsas tentaram, sim, manter o poder à força após perderem as eleições de 2022. E não foi por falta de planejamento. Teve tudo — discursos inflamados, manipulação da máquina pública, espiões com crachá da ABIN e até Polícia Rodoviária Federal fazendo blitz criativa para eleitores. A tentativa de golpe só não foi concretizada porque, segundo o MPF, Exército e Aeronáutica resolveram não embarcar na maluquice.
O núcleo duro da operação incluía gente como Augusto Heleno, Anderson Torres, Mauro Cid, Braga Netto, Ramagem e outros tantos nomes que orbitavam o bolsonarismo como satélites do caos. Cada um tinha seu papel no script golpista: um redigia minuta, outro espalhava discurso de ódio, outro organizava reunião pra debater a estética do golpe (juro que não estou inventando). O resultado foi o desastre do 8 de janeiro, quando os Três Poderes foram invadidos por vândalos inspirados e inflamados por essa turma.
A defesa, claro, tenta descolar os réus do vexame, digo, do golpe. Ramagem disse que os documentos eram apenas “opiniões técnicas” e anotações pessoais (quem nunca escreveu uma carta golpista pro chefe para deixar guardada no bloco de notas, né?). Torres jurou que ser omisso não é crime. Heleno achou a denúncia confusa (não mais do que ele respondendo perguntas do próprio advogado e se incriminando). Os demais repetem o mantra do “não tem prova, Excelência”.
Mas a PGR não comprou o chororô. Para os procuradores, está tudo ali: mensagens, reuniões, planos, discursos e ações coordenadas. Nada foi espontâneo. Foi um esforço deliberado para desmontar a democracia brasileira e manter um derrotado no cargo.
Ou seja: enquanto você apagava os rascunhos do e-mail pra não passar vergonha, a cúpula bolsonarista deixava o golpe salvo no celular. E ainda teve quem usasse a fonte Comic Sans (e essa não é piada).
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Fonte: Alegações finais do Ministério Público Federal na Ação Penal 2.668, protocoladas em 14 de julho de 2025.
Farofeiros, farofeiras e farofeires, sabe aquela velha conhecida que bate na sua porta sem avisar, traz um pacote de frustração e ainda pede para tomar um café? Pois é, acho que preciso de um Personal Trainer Emocional, afinal, a merda acontece nos momentos mais inconvenientes. Como quando você finalmente se declara para o crush e você é preso na friendzone fantasma, ou quando manda um currículo achando que vai arrasar e recebe um barulhento e constrangedor silêncio como resposta.
A rejeição não deveria ser só a vida te dando um treino de resistência emocional. Se fosse uma pessoa, seria aquele tipo de pessoa que grita “MAIS UM! VOCÊ CONSEGUE!” enquanto você transpira (inclusive pelos olhos) da academia. E sabe de uma coisa? Odeio esse tipo de gente.
Há quem diga que a rejeição te ensina a “arte do foda-se” de maneira supostamente saudável. Afinal, depois do décimo “NÃO” RECEBIDO, você começa a perceber que não é o fim do mundo, é só mais um dia nessa indústria vital. A rejeição supostamente te poupa de furadas também. Imagina se aquela oportunidade de emprego que te rejeitou fosse um antro de gente que acredita em coach e nesse momento você estaria dançando um haka com intenções motivacionais? Ou se aquele moço bonitinho te encontrasse, mas só porque queria dividir a conta do sushi?
A rejeição é uma merda, mas é um lembrete de que a vida não é um filme da Disney gerado por IA – e tá tudo bem (supostamente). Ela pode doer, mas a criatividade para justificar ela rende boas histórias no final… Supostamente…
Convenhamos, a gente não teria histórias absurdas para contar se tudo fosse um mar de flores… Mas tenho convicção de que tudo poderia ser realmente menos traumatizante e menos absurdo ao ponto de não precisar existir alguém vendendo cursos de como não sofrer emocionalmente.
Se as coisas não parecessem tão impossíveis ou perdidas talvez machucasse menos… Quer dizer… Acho que isso nem é o final da história… Afinal a pessoa que é um Personal Trainer Emocional pode ter sido rejeitada em um curso de psicologia. Não é? E o ciclo da rejeição continua.
A Netflix usou IA em O Eternauta, adaptação do quadrinho argentino de mesmo nome. A série, lançada em Abril de 2025, marca a primeira vez que a tecnologia foi empregada em cenas finais de uma produção original do serviço.
Segundo a nota do Ars Technica a inteligência artificial generativa foi usada para criar uma cena em que um prédio desaba em Buenos Aires. A desculpa é que a direção reduziu tempo e custos de produção em 10 (dez!!!) vezes e tornando o efeito viável dentro do orçamento da série.
Ted Sarandos, um CEO da Netflix, destacou que a IA pode “melhorar a produção”, não apenas reduzir custos, beneficiando efeitos visuais e pré-visualização. No entanto ninguém divulgou quantos funcionários podem ser demitidos para que essa “economia” ou “agilidade” promovida pela ferramenta… Também não foi informado se a ferramenta utilizada remunerou os artistas que tiveram suas artes roubadas para alimentar essas IAs. A ética no uso dessa ferramenta foi totalmente ignorada segundo o relato do artigo original.
A Netflix já explora o uso de IA para as recomendações personalizadas, a empresa também planeja implementar anúncios interativos com IA em 2026 para assinantes do plano com anúncios… O inferno nos espera. Porém, existem plataformas gratuitas que não tem esse tipo de palhaçada.
O escritor do quadrinho de 1957, o argentino Héctor Germán Oesterheld, e sua família foram sequestrados por militares durante a ditadura militar argentina em 1976 e, certamente, ficaria chocado em ver sua obra reduzida à “economia de trabalho humano” para maximizar os lucros de uma corporação bilionária.
Assim como na Steam acredito que é preciso que exista um rótulo indicando o uso de IA nesse tipo de criação. Eu, infelizmente, não irei assistir a série – só pelo motivo que ela joga no lixo tudo o que o autor queria: a humanidade.
A AbleGamers Brasil realizará no dia 20 de Setembro, a 9ª edição de seu evento anual, o AbleGamersBR 2025. O evento ocorre um dia antes do Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência.
Este é o maior evento de acessibilidade de games da América Latina e busca divulgar o trabalho da instituição em apoio a jogadores com deficiência além de conscientizar o público geral sobre a importância da acessibilidade e da inclusão nos games também. O evento irá arrecadar fundos para a continuação dos trabalhos da ONG e para a doação de controles adaptados.
Neste ano o evento acontecerá de forma híbrida, com a parte presencial na Login House eXP, em São Paulo, e será transmitido pelos canais oficiais da instituição na Twitch e no YouTube. Serão oito horas de evento, das 13h às 21h, e contará com a presença de diversos streamers, informação e entretenimento.
Durante o evento o público poderá conhecer mais do trabalho da ONG AbleGamers Brasil, conversar com jogadores com deficiência, conhecer suas histórias e efetuar doações para a instituição.
Não serão apenas gameplays, estão previstas diversas palestras, como o painel Neurodivergências com a “EntreNós”, lançamento do drink oficial da AbleGamers Brasil e show ao vivo da banda Nerdstones.
Serviço:
Data: 20 de setembro Horário: 13h às 21h (horário de Brasília) Local: Login House eXP e nos canais da AbleGamers na Twitch e no YouTube. Doações: Pix (chave: [email protected])