No Farofeiros Cast #039, gravado dia 14 de Outubro de 2025, mostramos que sim, existe vida além do trabalho. Neste episódio Paola Costa, Pedro Octávio e Rodrigo Castro contam histórias do sonho da CLT e alguns perrengues.
O Movimento Vida Além do Trabalho quer o fim da escala 6 x 1, afinal o trabalhador não precisa apenas de trabalho. Viver é muito mais do que sua profissão, viver é fazer o que você gosta também.
Cuidar da saúde, se divertir, estudar, não importa o que você quer fazer em seu tempo livre, mas você precisa de tempo livre.
A segunda temporada Farofeiros Cast é gravada AO VIVO no YouTube todas as terças-feiras às 20h. Com as notificações ligadas você poderá interagir conosco em tempo real no chat e participar da conversa.
O Farofeiros Cast sempre aborda os mais variados temas dentro da cultura pop, política e comportamento, com seu elenco e com convidados. O bom humor e a leveza são os temperos essenciais dessa farofa! Toda semana tem um episódio inédito no seu feed. Apoie nossos projetos!
Você não vai ler isso, talvez nunca tome noção que isso existe.
Farofeiros, farofeiras e farofeires, ninguém vai ler isso provavelmente. Pode parecer uma conversa exagerada, mas o blog tem sofrido com a falta de audiência.
A culpa não é sua, a culpa não é minha.
As buscas mudaram por conta do excesso de IA em diversas ferramentas. E a maioria delas pega nosso conteúdo, joga para o leitor e a visitação – que geraria engajamento – fica por conta de um robô.
Essa briga não é de hoje e não é com uma rede. No primeiro Aperte o F que publiquei já havia apontado algo parecido, mas no YouTube.
Sofremos diversos “baques” no decorrer dos anos mas na maioria das vezes não era possível identificar claramente os motivos. O PL 2630 foi um desses, publicamos um texto e a visitação caiu enquanto o presidente do Google Brasil colocava uma tarja criticando a possível aprovação da legislação na época.
Hoje a ferramenta de análise de tráfego do Google mostra uma queda de 12% nas visitações com relação ao mês passado. Isso em cima de quedas seguidas em outros meses. A mesma ferramenta aponta que quase 80% dos acessos ao blog são feitos de maneira “orgânica”. Sem anúncios ou links patrocinados as pessoas encontram o que querem no blog através de redes sociais e mecanismos de busca.
Apesar de eu ter ficado feliz com o resultado, o meu vídeo acima foi publicado há mais de um ano atrás e tem apenas 57 visualizações. Quase ninguém viu por que o Youtube não quis mostrar para muitas pessoas. E, aparentemente, o Google não quer mostrar o blog.
Monstro do Pântano irá encontrar Jesus Cristo finalmente… Mas não é do jeito que você está imaginando.
O conservadorismo religioso foi longe demais? Foi. Mas não é sobre isso que vamos falar. Em 1989 um gibi da DC Vertigo foi censurado por mostrar o encontro do Monstro do Pântano e Jesus Cristo. E agora as quatro edições perdidas serão publicadas.
Monstro do Pântano irá encontrar Jesus Cristo depois de 30 anos de espera.
Escrito por Rick Veitch e desenhado por Michael Zulli, Vince Locke, Tom Mandrake e colorido por Trish Mulvihill a história era planejada para ser publicada originalmente em Swap Thing #88-91. Nela vemos o Monstro do Pântano viajando no tempo e encontrando Jesus.
A história foi totalmente censurada – por puritanismo óbvio, mas não jogaram fora.
O Monstro do Pântano não é o Alan Moore, mas será que ele quer ser Jesus Cristo?
A impressão será completa, incluindo uma capa removível com a arte original, com o título da capa e numeração original, até propaganda da época é planejada para aparecer nas páginas do quadrinho.
As informações foram divulgadas pelo editor Chris Conroy durante a New York Comic Con 2025. Ainda não foi divulgado uma data de lançamento nos EUA.
Segundo Jim Lee a DC Comics não irá usar IA nunca na criação dos seus quadrinhos.
A New York Comic Con nem começou oficialmente e Jim Lee já aparece como o grande destaque da convenção de quadrinhos nos Estragos Unidos. Durante o chamado Retailers Day (evento de negócios que acontece antes da convenção), o presidente, publisher e chief creative officer da DC Comics subiu no palco e soltou uma das declarações mais importantes da indústria de quadrinhos nos últimos anos: DC Comics não irá usar IA.
Ao The Beat o desenhista teria declarado: “A DC Comics não irá dar suporte a histórias ou desenhos geradas por IA. (…) Nunca – enquanto Anne DePies e eu estivermos no comando.” Anne é a atual vice presidente senior e gerente geral da DC.
A IA não sonha, sente ou faz arte, ela a agrega.
Jim Lee
Jim Lee, que não é exatamente conhecido por discursos inflamados, mas foi direto ao ponto que importa. Ao ser ovacionado na sala após a declaração ele fez questão de deixar claro que como a editora se posiciona na discussão.
“É justamente isso que importa – a mancha, a linha irregular, a hesitação – é isso que faz meu trabalho ganhar vida“, disse Lee. “A IA não sonha, sente ou faz arte, ela a agrega.“
Traduzindo para o português claro caso você não saiba: IA é plágio automatizado com verniz de big tech. A declaração corrobora com a questão de que as IAs são apenas ferramentas e que devem ser utilizadas sem prejudicar artistas.
Isso foi dito por um executivo da DC Comics que também é um dos artistas mais famosos e influentes da indústria, isso não é pouca coisa.
Aparentemente a declaração foi muito bem recebida nos varejistas, imprensa e outros representantes da indústria presentes no evento.
Importante lembrar, como apontado pelo Comicbook Live, recentemente Tom Brevoort, editor executivo e vice presidente sênior da Marvel Comics, andou brincando com o Gemini em seu Substack publicando imagens geradas pela IA.
Para quem perdeu esse episódio da novela: em 31 de agosto, Brevoort resolveu usar IA para gerar logos na sua newsletter. A reação foi imediata e negativa. Duas semanas depois, Brevoort colocou seu projeto em hiato, alegando falta de tempo sem tocar mais no assunto da IA.
Até posso entender pessoas que não lidam com arte ter dificuldades para entender os motivos da arte da IA ser considera roubo. Mas um editor da Marvel não entender é extremamente problemático.
Por que tudo isso importa (e muito)
Quadrinhos são uma arte visual. Sua arte não é um detalhe decorativo, é parte integral da linguagem narrativa dessa mídia. Quando você substitui a arte (e o artista) por algo automatizado o roubo de obras de artistas sem consentimento ou compensação, você não está “otimizando processos“.
Você tá destruindo a base material de uma indústria inteira. E nem preciso mencionar que isso é culpa do capitalismo tardio, né?
No fim das contas, a discussão de IA nos quadrinhos é só mais um capítulo da mesma história onde corporações tentam cortar custos eliminando trabalho humano qualificado.
Como a Eletronic Arts e a Microsoft tem feito nos games, por exemplo. Mas os acionistas (ou os donos) estão lucrando. E sim, videogames também são uma forma de arte.
Seja substituindo artistas por algoritmos, seja pagando migalhas para roteiristas enquanto os filmes lucram bilhões a luta tá longe de terminar.
No Farofeiros Cast #038, gravado dia 07 de Outubro de 2025, tem bananinha chorando por conta de laranjão que o abandonou por uma lula. Mas e o Lula hein? Neste episódio Paola Costa, Pedro Octávio e Rodrigo Castro comentam sobre a higiene duvidosa da extrema-direita.
Trump se apaixonou pelo carisma de Lula e fez a extrema-direita chorar no Brasil. O maior conciliador do mundo atingiu o líder do regime dos EUA de maneira que o fez sentar e escutar. Todo o ego do laranjão não resistiu ao jeitinho brasileiro.
Muito choro e clima de derrota é o sentimento dos bolsonaristas que ainda assim querem anistia contra tentativa de golpe de estado. Brasil 2025 gente.
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DC’s K.O.: Quando a solução para derrotar Darkseid é um outro Darkseid
A DC Comics lançou nesta semana DC’s K.O. #1 nos EUA, evento escrito por Scott Snyder e desenhado por Javier Fernández. Dessa vez Darkseid virou um deus cósmico tão absurdamente poderoso que a única forma de detê-lo é transformar um herói em algo igualmente poderoso.
Mas como fazer isso?
Através de um battle royale onde todo mundo precisa esquecer compaixão, ética e décadas de desenvolvimento de personagem. Obviamente.
Potenciais spoilers podem surgir a seguir entregando a trama de diversos títulos do Universo Absoluto e Liga da Justiça.
O Universo Absoluto é uma linha temporal dominada por uma energia oposta a que conhecemos. As aventuras dos personagens que conhecemos é localizado em um universo banhado com a chamada energia Alpha. Já o Universo Absoluto é banhado pela energia Ômega, graças à Darkseid e sua incursão ao final de Poder Absoluto.
Nesse mundo absoluto todo mundo é mais sombrio, mais violento e usa mais couro. Nada grita mais como novidade para a fanbase do como tornar heróis mais dark pela 52ª vez.
Segundo revelações em Justice League: Omega Act Special #1, foram os kryptonianos antigos que criaram o dispositivo Rei Ômega no coração de Apokolips – aquele planeta infernal que Darkseid chama de lar. Aparentemente Krypton não explodiu por negação científica suficiente, precisava ter fodido o multiverso inteiro também (de novo).
O “coração de Apokolips” apareceu na Terra antes de Darkseid chegar, e a solução da Liga da Justiça é usar esse mesmo dispositivo para concentrar toda a energia Ômega em um único herói. Segundo os especialistas como Time Trapper, World Forger, Grodd e até o Gladiador Dourado, o herói ficaria poderoso o suficiente para enfrentar Darkseid… E até remodelar a realidade.
E aí começa o DC’s K.O.: um torneio onde os heróis precisam se destruir mutuamente sem compaixão ou misericórdia, porque ajudar uns aos outros não gera energia Ômega suficiente. Nas palavras do próprio Snyder: é uma “battle royale divertida e intensa” para ver quem será o campeão permanente do Universo DC.
Só eu notei que tem vilões no meio desse monte de heróis?
Divertida.
Os fins justificam os meios?
A energia Ômega é descrita como “energia da conquista, da destruição e do controle”. Literalmente a essência do autoritarismo. E a solução heroica é absorver essa energia?
Se fosse em O Senhor dos Anéis o Frodo teria decidido usar o Anel porque ia ser mais rápido.
Aparentemente o Coração de Apokolips corrompe os competidores conforme eles se aproximam dele, e só considera “digno” quem demonstra crueldade real. Estamos literalmente assistindo heróis serem recompensados por abandonarem seus valores fundamentais. Isso pode ser problemático.
A ideia de que você precisa “fazer o que for necessário” – mesmo que isso signifique se tornar aquilo que você combate – não é heroísmo em nenhum lugar. É o discurso de todo regime autoritário da história e como ferramenta narrativa para os heróis pode ser um tremendo erro.
Mas o que vemos aqui me assusta até para o padrão “gibi de boneco gringo”.
Como noticiado pelo Bleeding Cool, Snyder diz que Darkseid “existe quase fora do espaço-tempo” e se tornou incrivelmente poderoso e, com isso, é uma ameaça cósmica estabelecida. E a resposta narrativa é basicamente “vamos fazer nossos heróis caírem na porrada até ficarem malvados como ele”.
Nunca vou me esquecer quando Superman Prime quebrou a realidade na base da porrada.
É a mesma lógica que fez o Batman de Zack Snyder matar e usar armas de fogo em seus filmes. É o mesmo pensamento que transformou o Superman num messiânico deus alienígena distante.
A piada mortal da indústria
DC’s K.O. #1 custa US$ 5.99. É uma edição de 4 números. Ou seja: quase US$ 24 (ou R$ 128 em uma conversão direta, sem contar taxas, atravessadores ou sei lá por quanto a Panini vai vender isso) para ver a Liga da Justiça num reality show violento que resolve suas tramas com mais violência.
A indústria dos quadrinhos americanos está tão desesperada por relevância que acredita que “evento gigante com pancadaria” ainda é novidade em 2025. É cansativo. É previsível. E quando você veste essa fórmula batida com um subtexto político tão problemático, fica pior ainda.
O contexto é totalmente ignorado em um mundo de ascensão autoritária. E sim, estou falando da nossa realidade. Estou falando de Donald Trump, estou falando de fascismo.
Darkseid é uma alegoria da Anti-Vida, do controle total, da aniquilação de individualidade e da escravização dos fracos. Ele é Jack Kirby gritando sobre os horrores do totalitarismo através de ficção científica… Mas a editoria da DC decidiu ignorar isso.
É junk food de narrativa em formato de quadrinho.
A pancadaria descerebrada pode ser divertida, eu sei. É coisa de gibi de boneco mesmo. Javier Fernández é um artista competente, e ver heróis icônicos se confrontando sempre tem um apelo visual… Sem mencionar que aparentemente a vilania dos personagens cresce conforme suas vitórias e há motivos para acreditar que os poderes dos derrotados vão para os vencedores.
Na capa de DC’s K.O. #2 é possível ver diversos heróis petrificados onde se destacam Lobo com o veneno de Bane, Arlequina com os raios de Flash, Mulher Maravilha de armadura (?) e Superman com sorriso de safado com o capacete de Doutor Destino em uma mão e a maça de Mulher Gavião na outra.
No final não vai dar em nada mesmo.
Mas não espere profundidade. Não espere um comentário social inteligente. E definitivamente não conte com uma mensagem que faça sentido no contexto político atual.
Scott Snyder é melhor que isso. A DC já foi melhor que isso. Os leitores merecem melhor que isso.
Talvez seja o momento de aprendermos quando é a hora certa de parar de jogar um joguinho.
Farofeiros, farofeiras e farofeires, falei muito de videogames nos últimos dias e por isso mesmo resolvi falar mais. Afinal existem questões muito pouco abordadas, como quando é a hora certa de parar de jogar aquele game maravilhoso, mas que foge das suas habilidades.
Desistir de um jogo ruim é fácil, motivos para largá-lo são fáceis de se encontrar: dificuldade, game design, história ruim, personagens fracos, mecânicas ruins, controles defeituosos.
Mas quando o jogo é desafiador o suficiente para captar sua atenção e de toda a comunidade gamer?
Jogos lançados recentemente como Hollow Knight: Silksong e Baby Steps mostram que muita gente gosta de sofrer ou realmente não sabem a hora certa de parar de jogar um game.
Hollow Knight: Silksong já é conhecido pela sua dificuldade e mecânicas punitivas. O jogo não é ruim nem deixa de ser desafiador, mas não é um game que todo mundo poderá se divertir… Talvez como a maioria dos games como Darksouls ou Elder Ring, games no estilo souls-like são normalmente ignorados por essa editoria.
Particularmente acredito que o game que mais me dediquei a vencer foi em Hades (o primeiro game). Não me lembro de outro game que tenha me fascinado tanto que me provocou isso… Mas até nele tive meus limites e parei antes de atingir meus objetivos (eram muito altos).
Vejo gente como Jeff Grubb do Giant Bomb jogando Baby Steps sofrendo e não entendo.
De onde vem o desejo de sobrepujar obstáculos absurdos com frustração frequente exigindo sempre mais cuidado e perícia do jogador? E mesmo com toda sua habilidade e experiência cair do topo de uma torre em Baby Steps ainda faz com que os jogadores recomecem.
Eles persistem apesar do sofrimento.
O Jogabilidade, um dos meus canais favoritos de games, tem sofrido com Sonic de uma maneira que não consigo me adequar. Não tenho a habilidade, mas, principalmente, não tenho o saco de ficar insistindo em um jogo chato apenas para jogar.
Detalhe: a meta do canal é zerar TODOS os jogos do Sonic.
Cacei alguns rage quit de Hollow Knight: Silksong, mas é normalmente vídeo de gringo fazendo e falando merda demais. Não fico confortável em compartilhar esse tipo de “conteúdo“.
Não é por ser um gamer de 40 anos, nunca tive paciência para alguns tipos de jogo. Me lembro de ter comprado diversos jogos de Resident Evil para Game Cube e Nintendo 64 apenas para ver meu irmão terminar o game.
Eu não jogava.
A hora certa de se parar de jogar um jogo é, para mim, a hora que a frustração bate. Talvez eu desista do game, mas, no final das contas, desistir também faz parte do jogo.
Confira algumas novidades da Temporada 18 de Overwatch 2.
A Temporada 18 de Overwatch 2 chegou com Stadium: Jogo Rápido e deixou o modo de jogo ainda melhor do que era. Kiriko foi a personagem que escolhemos e a brincadeira ficou bem divertida. Se ainda não testou a kunoichi healer nesse modo, está perdendo uma das melhores coisas dessa temporada.
Abaixo você confere o nosso gameplay do casual hardcore pro playerLucto.
Stadium ainda melhor
Stadium é basicamente Overwatch encontra um MMO com muitas possibilidades de builds. São diversas habilidades que podem transformar a jogabilidade de qualquer personagem. E agora ainda conta com Jogo Rápido, para a alegria geral.
Você escolhe seu herói no início e evolui ele com poderes e itens a cada rodada, transformando habilidades básicas em versões completamente quebradas (e isso é algo bom).
Existe a opção de visão em terceira pessoa além da impossibilidade de trocar personagem – é estratégia pura.
No Stadium, Kiriko pode virar três personagens diferentes em um – dependendo da sua build.
Pode focar no Suzu turbinado para virar máquina de cleanse, acelerar o Kitsune Rush para ter ultimate a cada 30 segundos ou arremessar três kunais de uma vez e teleportar até o alvo inimigo.
Talvez o suporte possa finalmente se vingar de quem fica te campeando.
Definitivamente o modo vale a pena jogar. Como Overwatch 2 é grátis fica fácil se animar com Stadium que entrega conteúdo de verdade. É o tipo de modo que faz você lembrar por que gostava do primeiro Overwatch.
* O FAROFEIROS recebeu chave do Battle Pass da Temporada 18.
Game Pass Ultimate dobra de preço e Microsoft chama isso de “flexibilidade”.
A Microsoft anunciou que está “evoluindo” o Xbox Game Pass. Traduzindo para o bom português: o plano Ultimate agora custa R$ 119,90 – exatamente o dobro do que custava antes! Mesmo com planos “mais acessíveis” podemos dizer que eles oferecem muito menos pelo preço que você pagava antes.
Os acionistas curtiram isso.
A empresa chama isso de “mais flexibilidade, opções e valor para todos os jogadores”. Exatamente a mesma coisa de quando supermercado aumenta o preço do produto e te vende metade da quantidade dizendo que é “porção individual para seu conforto”.
Vamos aos fatos: o plano Ultimate, que custava R$ 59,90, agora custa R$ 119,90. Em troca, você ganha acesso ao Ubisoft+ Classics (jogos antigos que você provavelmente já jogou), Clube Fortnite (que você não se importa) e algumas vantagens em jogos da Riot (LoLzinho incluso?). Ou seja, pagou dobrado para ganhar migalhas que talvez nunca use.
Ainda criaram o plano Premium por R$ 59,90 – com o preço antigo do Ultimate. Só que esse não tem jogos no dia do lançamento. E o Essential por R$ 43,90, com apenas 50 jogos disponíveis.
Podemos ver com clareza a tática da Microsoft, ela criou versões piores do produto original para fazer você se sentir sortudo por poder pagar o dobro pela versão “antiga”.
Assinantes do Game Pass Core serão automaticamente migrados para o Essential. Os do Standard foram para o Premium. E os do Ultimate continuam no mesmo plano, só que pagando o dobro.
Conforme comunicado oficial, essa reorganização é para “oferecer mais flexibilidade”. Para o consumidor, a “flexibilidade” significa escolher entre pagar mais caro ou perder benefícios. Lembrando que toda a biblioteca do Xbox Game PAssa varia com o tempo, região, dispositivo e plano.
A Microsoft promete 75 jogos de lançamento por ano no Ultimate, incluindo Call of Duty: Black Ops 7, Ninja Gaiden 4 e The Outer Worlds 2. Vamos ter que pagar pelo que antes era o diferencial do serviço.
Todos os planos oferecem Cloud Gaming (agora fora da fase beta) – jogatina na nuvem em diversos dispositivos – mas não foi mencionado o tempo de fila que cada plano terá. Sem mencionar que existem jogos disponíveis na plataforma que não estão no Game Pass, logo para jogá-los na nuvem será preciso comprá-los além de assinar o serviço.
O pacote Ultimate oferece 400 jogos. O Premium tem 200. O Essential apenas 50. É como se você tivesse que pagar mais caro para ter acesso ao catálogo completo que antes custava metade do preço. Mas agora você tem “opções”.
O líder de mercado que pode fazer o que quiser
Como apontado pelo The Gaming Era, a pesquisa Game Brasil, o Game Pass é o serviço de assinatura mais popular do país, com 38,9% de preferência em 2024 – bem à frente do PlayStation Plus (32,7%) e Nintendo Switch Online (9,1%).
Ou você é assinante premium ou é cidadão de segunda classe no ecossistema Xbox. E considerando que a maioria dos jogos AAA custam mais de R$ 400, muita gente vai engolir o aumento porque ainda “compensa”.
O jornalista PH notou algo estranho nas propagandas da Microsoft e decidiu consultar um advogado. Acontece que ambos acreditam que pode existir um caso de venda casada no Game Pass e o Procon foi acionado, confira o vídeo.
A gente ainda não sabe quem matou Odete Roitman. Talvez.
No Farofeiros Cast #037, gravado dia 30 de Setembro de 2025, descobrimos quem matou Odete Roitman e contamos para todo mundo. Neste episódio Paola Costa, Zé Fernando, Pedro Octávio e Rodrigo Castro descobrem que a Dona Odete ainda está viva.
As novelas já movimentaram a sociedade brasileira, mas agora sofre – como tudo na grande mídia – para se adaptar aos meios digitais. Vale Tudo é um bom exemplo disso, com uma qualidade extremamente volátil fica difícil gostar ou odiar a trama.
Mesmo assim uma coisa é inevitável: alguém irá matar Odete Roitman. Mas será que vai ser sem querer novamente? Ou será que poderemos culpar o mordomo?
A segunda temporada Farofeiros Cast é gravada AO VIVO no YouTube todas as terças-feiras às 20h. Com as notificações ligadas você poderá interagir conosco em tempo real no chat e participar da conversa.
Já ouviu o Farofeiros Cast #036? Lá entramos na feira da fruta e trazemos notícias da semana agitada na política do Brasil e dos Emirados Unidos do Trump.
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US$ 55 Bilhões: Genro de Trump está envolvido na compra da Eletronic Arts
A Electronic Arts fechou um acordo de US$ 55 bilhões para se tornar uma empresa privada, com dinheiro do Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF), da firma de private equitySilver Lake e da Affinity Partners – empresa de investimentos de Jared Kushner, genro de Donald Trump e ex-assessor da Casa Branca. Então temos a Arábia Saudita e o genro do presidente rei dos EUA na compra da Eletronic Arts.
Seja bem-vindo ao futuro da indústria dos games.
Assassinatos além de falta de liberdade de expressão, associação e crença são só alguns exemplos apontados como potenciais crimes aos Direitos Humanos no relatório de 2024 apontados pela ONU mostrando a cara do regime da Arábia Saudita.
Em maio de 2017, foi noticiado que Jared estava sob investigação do FBI em virtude de uma investigação de maior escala à interferência russa nas eleições. De acordo com o Washington Post, Jared estava a ser investigado “devido à extensão e natureza das suas interações com os russos“.
Minha amada EA (aham), responsável por franquias como Madden NFL, The Sims, Battlefield, Sim City, Mass Effect, o recém-rebatizado EA Sports FC (ex-FIFA), entre tantos outros. A marca sempre foi sinônimo de monetização agressiva com loot boxes para todo lado, microtransações absurdas em jogos de preço cheio (supostamente AAA).
A má fama da Eletronic Arts precede Anthem e, agora, vai piorar.
O grande negócio
A compra foi realizada com acionistas recebendo US$ 210 por ação em dinheiro. Com isso a EA sai da bolsa de valores e entra em um território mais obscuro: o controle de um consórcio formado por um regime autocrático conhecido por violações de direitos humanos, uma firma de investimentos notória por extrair predatoriamente valor de empresas, e o genro do presidente ditador americano.
Aliás Donal Trump tem um famoso histórico que inclui negócios bilionários com… a Arábia Saudita. Coincidência?
A Arábia Saudita não está comprando a EA por amor aos joguinhos. O PIF já era o maior acionista interno da Electronic Arts, com uma participação de 9,9%, e agora consolida seu controle em uma estratégia conhecida como sportswashing.
Essa prática de usar esportes e entretenimento é comum para limpar a imagem internacional de regimes autoritários.
O reino saudita já investiu pesado em futebol comprando o time Newcastle United e na Liga Saudita, atualmente com Cristiano Ronaldo como estrela. Mas também foi investido em pista de Fórmula 1, golfe (LIV Golf) além de e-sports.
Enquanto isso, Jared Kushner e sua firma, Affinity Partners, tem recebido bilhões do PIF saudita desde que deixou a Casa Branca no primeiro mandato de Donald Trump. Nada suspeito, é só capitalismo de livre mercado funcionando.
Valendo US$ 55 bilhões no total este é considerado o maior buyout financiado por firmas de private equity da história.
O que tudo isso significa?
Tá, o genro de Trump está envolvido na compra da Eletronic Arts, e daí?
A princípio, a EA afirma que continuará sediada em Redwood City, Califórnia, e seguirá sendo liderada por Andrew Wilson como CEO. Ou seja, na prática, promete que nada vai mudar.
Mas será?
Agora os donos da EA podem fazer o que quiser, e sabemos que seus interesses que vão muito além de fazer bons jogos.
Acredito que a monetização agressiva será ainda mais agressiva, mas isso ainda não é o pior.
Como apontado pelo jornalista Jason Schreier, mas é importante notar que a aquisição foi financiada com uma dívida para a própria Eletronic Arts de US$ 20 bilhões. O que significa que cortes de custos agressivos ocorreram nos próximos meses… E por “corte de custos” leia “demissões em massa”, private equity adora cortar custos.
A Arábia Saudita não é conhecida por sua tolerância com liberdade de expressão, representações LGBTQIA+, narrativas políticas progressistas ou até mesmo mulheres em posições de destaque. Será mesmo que Mass Effect será financiado com tanta política e beijo na boca?
Não tem como dar certo…
O capitalismo pouco criativo cheio de bugs e com preços altos, deu lugar ao capitalismo predatório sem vergonha nenhuma na cara.
Mas fica a pergunta: até onde estamos dispostos a ir? Até quando vamos aceitar que nossas formas de entretenimento sejam controladas por regimes autoritários e especuladores financeiros? Bem, não que antes não fosse assim, fabricantes de armas e o exército dos EUA até financia alguns jogos. A intenção é sempre recrutar mais soldados.
A EA sempre teve problemas. Agora, ela é literalmente o problema. Comprar qualquer jogo da empresa agora é praticamente uma “doação” para o genro do Trump e a família real da Arábia Saudita.
Acredite se quiser, mas as Loot boxes foram proibidas no Brasil!
ALei nº 15.211, de 17 de Setembro de 2025, sancionada pelo Presidente Lula – também conhecida como Estatuto Digital da Criança e Adolescente ou Lei Felca (sic) – proíbe a comercialização da mecânica em games. Então sim, as loot boxes foram proibidas no Brasil, mas isso não quer dizer que a mecânica irá simplesmente sumir dos games.
Mas é importante frisar: a lei vale para jogos que tenham como público menores de 18 anos. O texto da lei sancionada segue indicação do Conselho Federal de Psicologia que classifica a mecânica como jogo de azar e, obviamente, predatória principalmente para crianças e adolescentes.
É importante lembrar que as loot boxes na Bélgica são ilegais há anos. Há versões de todos os jogos que pode imaginar para mercados que proíbem a mecânica.
O Art. 2º, IV define “caixa de recompensa” (loot boxes) como uma “funcionalidade disponível em certos jogos eletrônicos que permite a aquisição, mediante pagamento, pelo jogador, de itens virtuais consumíveis ou de vantagens aleatórias, resgatáveis pelo jogador ou usuário, sem conhecimento prévio de seu conteúdo ou garantia de sua efetiva utilidade“.
O Art. 20 veda expressamente as caixas de recompensa (loot boxes) em “jogos eletrônicos direcionados a crianças e a adolescentes ou de acesso provável por eles”.
Overwatch 2, por exemplo, possui as loot boxes e tem classificação etária de 12 anos. Porém seus itens são exclusivamente cosméticos, logo a lei não permitiria a classificação etária ou a comercialização das caixas de itens – mesmo cosméticos.
Os games que serão afetados contemplam títulos robustos como EA Sports FC 26 (antigo FIFA) permite a compra de “pacotes” com jogadores aleatório, como o game tem classificação Livre para todas as idades a mecânica deverá ser removida para se adequar à lei.
Warframe é outro exemplo interessante. Apesar de suas mecânicas p2w e da classificação etária de 16 anos, o game não possui loot boxes. O game vende moedas que podem ser trocadas por itens, logo a lei não afetaria tal sistema.
Counter-Strike 2 é outro exemplo. Com um robusto e lucrativo mercado de skins tudo está – aparentemente – dentro da nova lei brasileira.
Free Fire, PUBG Mobile, Clash Royale, Supercell, Apex Legends e muitos outros games deverão mudar seu sistema de monetização: ou eliminam as caixas de itens ou limitam o acesso do jogo para maiores de idade.
A lei exige ainda “barreiras sólidas de verificação de idade” para jogos para maiores de 18 anos. Com isso as empresas terão que implementar sistemas rigorosos que comprovem a maioridade do jogador. E isso poderá ser uma dor de cabeça.
Empresas poderão tentar autoclassificar jogos com 18 anos para manter loot boxes. Sendo que é possível que jogos com classificação etária acima de 18 anos não teriam “acesso provável” por crianças e adolescentes. Logo não teriam que identificar a idade do jogador?
Implementar verificações de idade mais rigorosas para acessar determinados jogos poderia ficar por conta de lojas como Steam, Epic, Nintendo e Google Play, por exemplo. Melhor do que ceder seus dados (documentos?) para qualquer empresa para um joguinho bobo do momento – mas isto é pura especulação.
O tratamento de dados no Brasil é um problema, cerca de 78% dos nossos dados estão em processamentos fora do país. Enquanto isso é um claro problema diante da soberania digital é possível imaginar alguma solução pública junto do IBGE e do Governo Federal, mas isso depende de muita coisa para sair do campo das ideias.
Como já mencionamos, a monetização dentro dos games não está proibida, apenas as loot boxes estão. Com isso Battle Passes, lojas, sistemas de assinatura e moedas virtuais continuam liberados.
As empresas que não aderirem à lei poderão sofrer multas de até R$ 50 milhões por infração.
O que mais diz o EDCA sobre os games?
As leis nem sempre são simples e, apesar de explicações, acredito que devemos detalhar o máximo possível para que possamos entender nossos direitos e obrigações de maneira plena.
As principais menções e dispositivos aplicáveis na lei são:
Definição legal específica de caixa de recompensa (loot boxes): funcionalidade disponível em certos jogos eletrônicos que permite a aquisição, mediante pagamento, pelo jogador, de itens virtuais consumíveis ou de vantagens aleatórias, resgatáveis pelo jogador ou usuário, sem conhecimento prévio de seu conteúdo ou garantia de sua efetiva utilidade.
Art. 21: Estabelece que jogos eletrônicos com funcionalidades de interação (chat por texto, áudio ou vídeo) devem observar as salvaguardas legais relativas à moderação de conteúdo e proteção contra contatos prejudiciais. Determina ainda que, por padrão, essas funcionalidades de interação devem ser limitadas, exigindo o consentimento dos pais ou responsáveis.
Art. 6º: Os fornecedores devem prevenir que crianças e adolescentes tenham contato, por meio de seus serviços, com conteúdo como violência, assédio, indução a danos à saúde, promoção de jogos de azar, etc. Isso se aplica a chats, conteúdos gerados por usuários e comunidades dentro dos games. (Alou Roblox!)
Art. 8º: Os fornecedores devem realizar avaliação de conteúdo conforme a faixa etária (compatível com a classificação indicativa) e desenvolver configurações para evitar o uso compulsivo.
Arts. 16, 17 e 18: As obrigações de disponibilizar mecanismos de supervisão parental aplicam-se integralmente aos jogos. Isso inclui ferramentas para limitar o tempo de uso, restringir compras dentro do jogo, controlar interações com outros jogadores e desativar recomendações personalizadas.
Art. 22: A vedação do uso de perfilamento para direcionar publicidade comercial a crianças e adolescentes também se aplica aos ambientes de jogos.
E agora gamer?
A Lei não afetará a maioria dos games na verdade. Porém, no Top 10 dos jogos mais jogados na Steam neste momento cerca de metade dos games será afetado de alguma maneira… Todos eles estão disponíveis para menores de 18 anos (alguns para maiores de 16).
Enquanto a verificação de idade como salvaguarda é uma ferramenta eficiente é preciso entender quem irá obter nossos dados e como eles serão tratados.
Não possuo, até este momento, uma crítica à lei em si nem aos pontos que envolvem diretamente games. Na verdade, a lei abrange muito mais do que acreditei que seria aprovado, ainda mais depois do lobby no Congresso Nacional pelos chamados “jogos de fantasia“. Felizmente avançamos bastante na proteção de jovens e crianças do ambiente digital, mas ainda há muito o que fazer enquanto as big techs comandarem o que todos podem ou não assistir.
Esta Lei entra em vigor seis meses após a data de sua publicação.
O gamer de 40 anos existe, mas é um bicho complicado.
Farofeiros, farofeiras e farofeires, o gamer de 40 anos existe, ele está entre nós e é um bicho extremamente complicado de se entender. Antes de mais nada é preciso que uma verdade assustadora lhe seja revelada: eu sou um gamer de MAIS de 40 anos e vivo bem em minha caverna, sou bem alimentado e o enriquecimento ambiental é executado.
Mas me causa estranheza quando o “ambiente gamer” se surpreende com a ideia de que seria assustadora a ideia de alguém mais velho jogar videogames até hoje. Sou da década de 1980, joguei Atari e nintendinho “nacional” via Dynavision II. Meu Super Nintendo veio do Paraguai e comprava cartuchos piratas do console na locadora da esquina – na época nem precisava de chip.
Porém a vida adulta chegou e não pude mais pedir videogames no Dia das Crianças para meus pais. Algumas gerações entrei extremamente atrasado, mas comprei dois PS4 para jogar Destiny com a patroa ao mesmo tempo.
Demorei para aderir ao PC e hoje é, sem dúvida, minha plataforma favorita. Enquanto um PC Gamer não é exatamente barato é preciso entender que há configurações mais acessíveis – financeiramente falando. Mas os games na plataforma fazem toda a diferença.
A quantidade de games feitos no Brasil e com valores justos são extremamente mais abundantes no PC do que em qualquer outra plataforma. E isso, para quem é adulto e tem que lidar com pintura, reforma, vazamento e mensalidade de escola, faz toda diferença.
Não é preciso um jogo AAA de R$ 400 para satisfazer minha vontade de jogar, na última semana me agarrei à Machick 2, que é um game de menos de R$ 20,00. E sim, tenho bem mais de 40 anos já…
Minha atividade nos games é limitada pelo tempo que tenho disponível. Neste momento eu realmente gostaria de estar em uma partida de WvW em Guild Wars 2, mas tenho meus compromissos.
Tenho meu trabalho, afazeres domésticos, pautas… Sem mencionar que a poeira em cima da mesa não vai se levantar e sair sozinho dali.
Luiz “Lucto” Sato e eu tentamos trazer um pouco de videogame para as nossas pautas – com uma visão progressista e/ou de esquerda – já faz anos. Mesmo sendo “velho” continuo jogando videogame.
Só não tenho saco pra Fortinite… E outras coisas do tipo.
Por aqui nossa revolta se tornou um compilado de beijos gay nos quadrinhos. Nada melhor do que mostrar que amor é amor, até com boneco da Marvel. Mas sabemos que isso não basta para ajeitar as coisas.
Um processo foi aperto e a 4ª Câmara de Direito Público do Rio condenou o ex-prefeito por ato discriminatório onde deverá pagar R$ 100 mil por danos morais coletivos. E o melhor, o dinheiro vai direto para fundos de combate à discriminação por orientação sexual segundo notícia do G1. É quase poético: o homem que tentou apagar diversidade financiar sua proteção.
A ação foi movida pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), pela ABGLT e pelo Grupo de Advogados pela Diversidade Sexual e de Gênero (GADvS). Organizações que entenderam que deixar censura passar em branco é abrir precedente para autoritarismo… Mesmo que seja só um gibi de boneco.
Lembrando ainda que atualmente é Deputado Federal pelo Rio de Janeiro, ou seja, tudo se tornaria pizza se a PEC da Bandidagem tivesse passado.
Durante a Bienal do Livro de 2019, Crivella ordenou o recolhimento de Os Vingadores: A Cruzada das Crianças (de Allan Heinberg e Jim Cheng) alegando ser “inadequado que uma obra de super-heróis apresente e ilustre o tema do hOmOsSeXuAlIsMo a adolescentes e crianças”. O conteúdo escandaloso mostrava um beijo entre Hulkling e Wiccano, personagens que formam um casal na história.
Aqui no FAROFEIROS temos textos diversos comentando todo tipo de censura sobre à LGBTQIA+ que se possa imaginar. Em 2012 já falávamos disso por aqui… E olha onde estamos… É preciso começar a andar para frente por que esse povo “conservador” só anda para trás!
Menos explícito que qualquer beijo de novela das oito.
Quem diria que um beijo entre bonecos da Marvel seria tão mais poderoso que o choro de um político?
Conheça Machick 2, o Vampire Survivors de galinha. Cocó?
O primeiro game estava na minha lista de desejos há muito tempo, mas vi que Machick 2 seria lançado em breve e não me arrependi em esperar. O game é um divertido bullet hellroguelike-survivor (ou seja lá o nome que vão inventar), no estilo de Vampire Survivors, Halls of Torment e até Death Must Die, mas cheio de absurdos e bom humor.
Apesar das similaridades do estilo não dá para negar que a criatividade permeia o jogo. Suas as mecânicas, itens e personagens são suficientes para te deixar grudado na tela por algumas horas. Algumas combinações, mesmo iniciais, podem ser simplesmente devastadoras – quase travei o PC com tanto tiro – mas aí que está a graça de tal estilo de jogo: ser absurdo.
Salvar os pintinhos e chocá-los para que eles se tornem armas auxiliares é algo inesperado e que funciona muito bem como mecânica. Sim, você é uma galinha que tem que salvar pintos. Entenda como quiser.
Inicialmente senti falta de um guia mais elaborado. Mas o hub, onde você seleciona personagens, varinhas, armas e outras opções, é simples o suficiente para você encontrar o que precisa sem grandes dificuldades.
As magias e suas evoluções possuem mecânicas bem divertidas e com a possibilidade de escolha. As três escolhas na evolução máxima variam entre bônus de dano e suporte – o que dá uma profundidade interessante ao gameplay.
A primeira vez que quase quebrei o jogo utilizei a galinha A MAMÃE com uma varinha de longo alcance que explode em cinco partículas que causam sangramento e que dobra a quantidade de projéteis disparados. Sim, extremamente caótico! Mas a graça está mesmo em utilizar o Elemento da Terra que, além de fazer os projéteis se dividirem quando atingem o primeiro inimigo eles também retornam para a galinha após atingir a distância máxima.
São muitos elementos na tela e se você sair correndo com seus dashes a coisa fica assustadora dependendo do poder de seu PC. Mas isso não poderá te impedir de descobrir outras maneiras de dizimar sapos.
Enquanto a performance pode ser afetada de acordo com a configuração da sua galinha preciso deixar claro que isso não me incomodou. O que me deixou irritado é o game ter uma arte em pixel maravilhosa, mas com cut scenes em um estilo de artístico pouco elaborado que destoa do restante do design.
Além disso o jogo possui o Modo Infinito onde o desafio não é só sobreviver às ondas de inimigos – é sobreviver ao seu próprio hardware. Cada feitiço, fusão e efeito visual se acumula até seu PC chorar por clemência. Para vencer esse modo você precisa conseguir desligar o jogo antes do blue screen. Sério.
O preço do jogo na Steam é extremamente atraente, fora de promoção seu preço é R$ 19,99. O game foi lançado oficialmente dia 10 de Setembro de 2025 e há uma demo generosa disponível.
Machik 2 é da desenvolvedora brasileira Deadpixel e publicado pela Nuntius Games em parceria com a chinesa Vsoo Games.
O FAROFEIROS recebeu a chave de Machick 2 para avaliação.
Na feira da fruta tem cenoura & cia – com bananinha e até jabuticaba!
No Farofeiros Cast #036, gravado dia 23 de Setembro de 2025, vamos à feira da fruta falar da cenoura & cia – tem muitas bananas e jabuticabas também. Neste episódio Paola Costa, Zé Fernando, Pedro Octávio e Rodrigo Castro caem de boca na fruta alheia.
Teve manifestação, teve Hugo Mamata (ou Não se Importa?), Jilmar Sem Tato, Laranjão abraçando o Lula por 39 segundos, jabuticaba para a rainha da Suécia, discurso na ONU, Trump comunista, PEC da Bandidagem, Sérgio Moro perdido no Pará, 53 conservadores correndo de 1 deputado do PSOL e muito mais.
Muitos assuntos para um podcast? Não para o Farofeiros Cast!
A segunda temporada Farofeiros Cast é gravada AO VIVO no YouTube todas as terças-feiras às 20h. Com as notificações ligadas você poderá interagir conosco em tempo real no chat e participar da conversa.
Já ouviu o Farofeiros Cast #035? Lá mostramos que a extrema direita quer ter liberdade de perseguir quem não segue sua ideologia.
O Farofeiros Cast sempre aborda os mais variados temas dentro da cultura pop, política e comportamento, com seu elenco e com convidados. O bom humor e a leveza são os temperos essenciais dessa farofa! Toda semana tem um episódio inédito no seu feed. Apoie nossos projetos!