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Jornalismo de qualidade duvidosa

Quando o jornalismo de qualidade duvidosa usa IA com orgulho.

Farofeiros, farofeiras e farofeires, sempre me assusto com a quantidade absurda de dinheiro que o jornalismo de qualidade duvidosa ganha. Falamos muito de influencer que aceitam fazer propaganda de bets, mas e os grandes veículos e mídias que – em alguns casos – até tem participação neste negócio? Por outro lado marcas das mais diversas impulsionam diversos canais de YouTube de maneira quase suspeita.

A Jovem Pan, condenada por desinformação, tem seus patrocinadores. E agora a Folha de S. Paulo, que já utilizou desinformação durante a Ditadura Militar para beneficiar o regime, confirma que não se importa se os seus jornalistas (?) utilizam ou não inteligência artificiam para criar conteúdo para seu público.

A confirmação veio através do Ombudsman do jornal no último domingo, 8 de Fevereiro de 2026, quando a jornalista (?) Natalia Beauty confirmou que utiliza IA para a elaboração de sua coluna na Folha de S. Paulo.

Acredite se quiser mas o FAROFEIROS já foi muito cobrado quanto a sua postura jornalística. Respondemos a todas as acusações, defendemos quando necessário e já nos desculpamos e nos retratamos quando preciso. Um site (blog?) independente, com financiamento próprio, sem campanhas grandes e sem patrocínio daquela marca de camiseta. Utilizar IA chegou a ser uma possibilidade lá no início, mas rapidamente se viu que a qualidade ficaria fora dos padrões no nosso canto da internet.

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Ética e bom senso não deveria ser lema de ninguém, deveria ser senso comum. Afinal essas questões não custam dinheiro (em teoria) e deveriam ser levadas a sério por um veículo de comunicação independente de sua ideologia e do seu tamanho. Mas o mundo real prefere o comércio da informação onde aquilo que está escrito deve ser apresentado da melhor forma para a satisfação do cliente. O leitor não entra nessa equação.

O Ombudsman da Folha apontou ainda que mesmo sem proibir conteúdo gerado por robôs o jornal não sinaliza quando a ferramenta de roubo de propriedade intelectual da moda é utilizado. Neste caso vemos que Natalia Beauty foi exposta e confirmou o uso de IA, mas e outros jornalistas – ou colunistas – não fazem o mesmo e o público nem fica sabendo. O que você acharia do autor que você gosta de enganar falando que escreve seus textos onde, na verdade, é o ChatGPT que tem feito todo o trabalho. Os assinantes devem estar felizes em receber conteúdo feito por IA, afinal, pagam por isso.

Acho que a ação movida pela Folha de S.Paulo contra a OpenAI não faz mais muito sentido né?

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