Theodore, interpretado por Joaquin Phoenix, está divorciado há um ano. Ele entende que não tem volta, eles não vão ficar juntos mas, mesmo assim, a vida não parece melhorar. Mas uma nova ferramenta chega para mudar sua vida, surpreendentemente nasce uma insólita conexão… Porém este relacionamento ocorre com um novo sistema operacional com inteligência artificial, sua conexão real com uma “pessoa” de mentira.
Intimidade e cumplicidade culminam em um relacionamento onde, de alguma forma, o sistema operacional se torna algo além do que foi originalmente projetado. A IA, chamada Samantha, interpretada por Scarlett Johansson, é tudo o que Theodore sempre desejou, ela esbanja bom humor, é compreensiva e criativa, sem mencionar que o atende sempre que ele deseja. A mulher perfeita para Theodores não é uma mulher real.
Ela é um filme do diretor e roteirista Spike Jonze e concorreu a diversos Oscars em 2014, vencendo o de Melhor Roteiro Original, mas perdeu o prêmio de Melhor Música Original (The Moon Song, de Karen O) para mais uma fabricação da Disney. Mesmo assim recomendamos demais a trilha sonora que, na opinião deste humilde blogueiro, deveria ganhar mais notoriedade pela sua qualidade e emoção.
A história é um caso de amor simples, mas impossível. O agravante biológico/tecnológico é interessante pois não se passa em um futuro tão distante, não vemos carros voadores nem nada. Fica fácil entender a relação de Theodore com seu celular, alguns jáentendem o que falamos, eles só não raciocinam sobre o que você fala.
Mas pense bem, baseado em suas buscas na internet alguns sites já conseguem sugerir outras compras ou locais que você possa gostar de conhecer. Imagine só uma inteligência artificial entendendo isso, interpretando e ajustando a sua conversa no seu dia a dia… como uma pessoa! Não parece ser uma ficção científica tão distante assim, parece?
Gosto do filme justamente por utilizar algo que não existe (ainda) mas em um contexto que eu e você podemos nos relacionar facilmente. Afinal, quem nunca sofreu as dores de uma separação e todo o encanto de um novo amor?
Ainda lembro que mesmo sem aparecer, a personagem de Scarllet Johanson é apaixonante. É fácil se apaixonar e entender Samantha, emulando ou não os sentimentos, a máquina, a inteligência artificial, te faz pelo menos sentir empatia por ela. Afinal, amor é só uma palavra.
Nota do Editor: texto revisado e atualizado em 27 de Agosto de 2026 para melhor refletir a opinião do autor na época.
