O papel da imprensa é fundamental, mas só quanto é coerente.
Farofeiros, farofeiras e farofeires, a cara de pau de grandes jornais e/ou veículos de imprensa durante a cobertura das Eleições 2026 é uma afronta à realidade. A propaganda sempre fala de “neutralidade”, mas suas ações nunca condizem com o que propagam… A semana mal começou e já estou arrumando briga…
A matéria do Jornal O Globo, intitulada “Lula ainda não entendeu o trabalho da imprensa”, critica falas de Lula. E, veja bem, o problema nem é à crítica ao presidente da república, mas tal matéria está atrás de um paywall – só quem paga sabe do que se trata a matéria com títulos que mostra muita coisa – principalmente a falta de neutralidade.
Todo veículo de informação precisa sobreviver e entendo a necessidade de anúncios… Mas paywall limita a informação e deixa espaço para a especulação daqueles que não pagaram e não irão pagar para ter acesso ao conteúdo. Basta um “print” com o título da matéria para supostamente validar seu argumento em qualquer rede social. Mesmo assim, este não é o maior problema.
Veja, tivemos candidatos defendendo bomba atômica, matar suspeitos de crimes e um ainda quer drones com sirene para coibir o feminicídio. Mas, aparentemente, o jornalista só ficou mesmo irritado com algo que Lula falou e não com fascista querendo fotos em uma democracia. Debates são insalubres por darem holofotes à gente que está lá apenas para fazer circo, enquanto regras precisam ser seguidas, aquele monte de marmanjo falando groselha para a audiência deveria ser uma preocupação – nas não é.
Quem ganha com esse circo sem uma postura jornalista séria? A seriedade não é apenas da expressão apresentada na gravação, a seriedade é levar o que realmente é importante ao público, com contexto, com informação.

Os meios de comunicação independentes do governo mergulham no que podem – e não podem – para ganhar cada vez mais dinheiro. Como um veículo poderá ser levado a série se ele não fala sobre aquele que compra suas cotas de patrocínio? Como este veículo irá agir contra um candidato que o apresentador (ou a emissora) é historicamente contra? Isso não pode ser vendido como neutralidade e, se o veículo fosse realmente sério, deixaria clara sua posição.
A imprensa está obcecada pelas investigações contra Fábio Luiz, o filho de Lula que nunca recebeu o apelido do pai. O presidente já afirmou em diversos momentos que a investigação deve seguir e se algo for encontrado os responsáveis devem ser punidos…
Do outro lado temos o candidato com pai condenado por tentativa de golpe que puniu ou afastou 18 delegados da PF em retaliação até 2021 para proteger sua família. Flávio Bolsonaro já afirmou que um dos seus primeiros atos seria a anistia para os golpistas, incluindo seu pai.
Não é preciso uma lente de aumento nem mostrar outros contextos para entender que há uma diferença clara entre os candidatos. Por que tal contexto não é dado? Donald Trump, líder do regime dos EUA e da Venezuela, esta atacando nossa democracia e nada – simplesmente nada – do assunto foi tratado na entrevista com o presidente no Jornal Nacional. Agora, a fofoca do filho do presidente… Coerência está em falta.
Regulamentar o jornalismo poderia dar mais clareza às intenções de cada veículo. Afinal, se uma emissora é de direita, você acredita mesmo que ela irá tratar da mesma maneira a esquerda? Quem é lucra com maluco pedindo bomba atômica no Jornal Nacional? O jornalismo da Globo realmente acha que isso é democracia?
Que papelão esse povo se presta…
