<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Artigos de Highlander Firak em FAROFEIROS</title>
	<atom:link href="https://farofeiros.com.br/author/firak/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://farofeiros.com.br/author/firak/</link>
	<description>Podcasts e blog de cultura pop, games e política</description>
	<lastBuildDate>Sat, 05 Oct 2024 12:13:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://farofeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/02/cropped-Icone41-300x300.jpg</url>
	<title>Artigos de Highlander Firak em FAROFEIROS</title>
	<link>https://farofeiros.com.br/author/firak/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>BEETLEJUICE BEETLEJUICE, Tim Burton ainda se diverte</title>
		<link>https://farofeiros.com.br/beetlejuice-beetlejuice-tim-burton-ainda-se-diverte/</link>
					<comments>https://farofeiros.com.br/beetlejuice-beetlejuice-tim-burton-ainda-se-diverte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Highlander Firak]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Oct 2024 16:59:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.farofeiros.com.br/?p=92494</guid>

					<description><![CDATA[<p><a href="https://farofeiros.com.br">FAROFEIROS</a> <a href="https://farofeiros.com.br">FAROFEIROS - Podcasts e blog de cultura pop, games e política</a></p>
<p>Do primeiro Beetlejuice (Os Fantasmas Se Divertem) de 1988 até finalmente chegarmos nesta continuação dirigida por Tim Burton se passaram 36 anos. Em “Os Fantasmas Ainda Se Divertem” (Beetlejuice Beetlejuice) temos novamente de volta ao elenco Winona Ryder e Catherine O&#8217;Hara, respectivamente em seus papéis como Lydia Deetz e sua madrasta Delia Deetz, além de [&#8230;]</p>
<p><a href="https://farofeiros.com.br/beetlejuice-beetlejuice-tim-burton-ainda-se-diverte/">BEETLEJUICE BEETLEJUICE, Tim Burton ainda se diverte</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://farofeiros.com.br">FAROFEIROS</a> <a href="https://farofeiros.com.br">FAROFEIROS - Podcasts e blog de cultura pop, games e política</a></p>

<p>Do primeiro Beetlejuice (Os Fantasmas Se Divertem) de 1988 até finalmente chegarmos nesta continuação dirigida por Tim Burton se passaram 36 anos. Em “Os Fantasmas Ainda Se Divertem” (Beetlejuice Beetlejuice) temos novamente de volta ao elenco Winona Ryder e Catherine O&#8217;Hara, respectivamente em seus papéis como Lydia Deetz e sua madrasta Delia Deetz, além de claro, Michael Keaton como o fantasma autoproclamado “bio-exorcista”, Beetlejuice ou Besouro Suco na tradução em português. A solução encontrada para colocar o personagem Charles Deetz de volta na trama é muito criativa e bem ao estilo Tim Burton de ser, desde o uso da técnica de stop motion a uma caracterização que não mostra a cara do personagem. </p>



<p>O ator Jeffrey Jones não foi chamado obviamente por ter sido preso em 2003 por crimes sexuais, o que praticamente acabou com sua carreira. Para chegarmos até a estreia desta segunda parte seguiu-se <a href="https://youtu.be/pwdgsmePzxo">uma verdadeira saga</a> que incluiu vários roteiros deixados de lado, inclusive um que se passaria no Havaí. Ah, antes que me esqueça, deixarei alguns spoilers para o final, mas serão bem sinalizados.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Os Fantasmas Ainda Se Divertem: Beetlejuice Beetlejuice | Trailer Oficial #2 Dublado" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/0LwUksasjrQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Para aproveitar Beetlejuice Beetlejuice não é necessário ter assistido ao primeiro, apesar que isso ajudaria a entender melhor certas auto-referências que o filme faz. Eu mesmo reassisti ao filme de 1988, mas de maneira alguma isso é essencial, pois o roteiro consegue manter o conjunto funcionando por si só. Mas antes de mais nada temos que entender que tipo de filme é esse. Vale lembrar que o objetivo principal de Beetlejuice sempre foi ser uma diversão leve, uma grande fantasia de comédia, abusando da linguagem dos desenhos animados. </p>



<p>O filme passa a sensação de uma festa de Halloween com crianças colocando máscaras de borracha e pedindo por doces, é o macabro se misturando com o lúdico, tudo envolto em uma aura de reverência aos filmes de terror. Há citações ao diretor italiano de terror Mario Bava, que entre outros é responsável pelos clássicos <em>La maschera del demonio</em> (A Máscara da Morte) e <em>I tre volti della paura</em> (As Três Máscaras do Terror ou em inglês Black Sabbath). Não é um filme para concorrer ao Oscar em categorias principais, é essencialmente algo para se divertir, como os fantasmas no título em português. Tim Burton não é um diretor que vai ficar trabalhando demais em detalhes no roteiro ou refilmar exaustivamente um take até encontrar a perfeição, sua meta é conseguir mostrar ao mundo um pouco do universo de seres que habitam sua mente, filmando de maneira rápida e se utilizando de <a href="https://youtu.be/4Y7AQ32IoTQ">muita improvisação</a> neste processo. </p>



<p><a href="https://youtu.be/fxZZhFQ5IeQ">Michael Keaton comentou</a> numa conversa com parte do elenco: “<em>Não havia uma discussão do tipo: ‘Olha, no primeiro ato acontece isto, então este é o arco do seu personagem.’ Não. Era tipo: ‘Ah, acho que isto seria engraçado, isso seria mesmo legal!’ E é assim que as coisas são criadas. As pessoas se conectam emocionalmente a isso (o filme) que é feito de maneira artesanal, elas apenas amam e não ficam conscientemente pensando muito sobre o porque amam</em>”. </p>



<p>Justin Theroux disse que apesar da grande produção Os Fantasmas Ainda Se Divertem parece um filme independente por causa da sintonia entre os atores e o diretor, proporcionando um ambiente de trabalho onde todos se divertiram. Willem Dafoe observou: “<em>Há um nível de imperfeição e personalidade quando algo é feito artesanalmente. Quando se escreve uma carta de amor a mão livre a caneta deixará borrões e sua caligrafia pode não ser tão boa, ao contrário de digitar no computador, mas há mais satisfação neste tipo de abordagem do que numa produção mais industrial</em>”.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="750" height="400" src="https://www.farofeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-fantasma-Beetlejuice-fazendo-careta-Os-Fantasmas-Ainda-se-Divertem-www.farofeiros.com_.br_-750x400.jpg" alt="O fantasma Beetlejuice fazendo careta - Os Fantasmas Ainda se Divertem - www.farofeiros.com.br" class="wp-image-92510"/></figure>



<p>Não espere desta sequência uma estória com um roteiro cheio de reviravoltas e super detalhado, nem o primeiro nem este se preocupam com isto, o foco de Tim é outro. A premissa é: Após um trágico evento, as 3 gerações da família Deetz se reúnem e o fio condutor é a relação mãe e filha com seus conflitos que se seguem até que, por uma série de acontecimentos, as Deetz ficam sem outra opção senão invocar novamente aquele fantasma que assombra a maquete no sótão. </p>



<p>Enquanto isso, Beetlejuice está às voltas de seus próprios problemas no pós-vida, já que alguém do seu passado retorna em busca de vingança. Beetlejuice continua sendo aquele repugnante e carismático fantasma que conhecemos no primeiro filme, ao contrário de Lydia e Adelia que mudaram com os anos, ele permanece aquela entidade que se mantém além do tempo e espaço.</p>



<p>Este novo filme consegue captar a atmosfera do primeiro de 1988, é Tim Burton retornando em sua melhor forma, após algumas produções que não foram muito bem aceitas tanto pela crítica quanto pelo público, sendo a última a versão live action de Dumbo. Este é seu reencontro com o que mais gosta de fazer no cinema (notadamente, ele já tinha voltado às boas graças do público com a bem-sucedida série da Netflix “Wednesday” a qual Jenna Ortega protagoniza e ele é produtor e dirige alguns episódios, pode-se dizer que foi a série que deu novo ânimo a Burton que cogitava até mesmo se aposentar como diretor de longas após a experiência ruim com <a href="https://comicbook.com/tv-shows/news/wednesday-netflix-jenna-ortega-tim-burton-dumbo-how-helped-him/">Dumbo</a>.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img decoding="async" width="750" height="400" src="https://www.farofeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/09/O-fantasma-Beetlejuice-fazendo-cara-de-despreso-Os-Fantasmas-Ainda-se-Divertem-www.farofeiros.com_.br_-750x400.jpg" alt="O fantasma Beetlejuice fazendo cara de despreso - Os Fantasmas Ainda se Divertem - www.farofeiros.com.br" class="wp-image-92509"/></figure>



<p>Tim Burton gosta de se cercar por uma equipe de pessoas as quais tem plena confiança. Em um <a href="https://youtu.be/lNbcJ0_lz0Q">bate papo entre Jenna Ortega e Michael Keaton</a>, eles comentaram como é trabalhar com o diretor: Ele não faz “shot lists” nem detalha demais como os atores devem atuar, deixando-os livres para que criem a partir do roteiro, mas sempre aponta o que deve ser mudado quando necessário. Keaton disse que seria muito difícil replicar o roteiro do primeiro Beetlejuice, pois foi uma criação que foi ganhando corpo conforme as filmagens iam acontecendo. </p>



<p>Tim é um diretor extremamente visual e sempre que precisa explicar para os atores como deve ser o personagem mostra a eles os desenhos que rascunha e os sets onde as filmagens serão realizadas. O uso do CGI ao lado dos efeitos práticos foi muito bem equilibrado, Jenna declarou que se divertiu muito gravando as cenas em que ela e Winona fogem do Verme da Areia. A trilha sonora de seu eterno parceiro de Tim, Danny Elfman, como de costume casa perfeitamente com a estética do diretor.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A polêmica sobre a dublagem</h2>



<p>Em junho a Warner soltou um teaser no qual é creditado a Garcia Júnior a dublagem do personagem principal. Mais tarde foi divulgado que <a href="https://cinepop.com.br/confira-a-dublagem-de-eduardo-sterblitch-como-beetlejuice-no-novo-trailer-de-os-fantasmas-ainda-se-divertem-560615/">Eduardo Sterblitch faria a dublagem</a> do fantasma. Sterblitch interpreta Beetlejuice também na adaptação brasileira do musical baseado no filme, muitos fãs criticaram duramente a escolha principalmente por terem visto trechos da peça, no qual o tom de voz do ator está bem diferente das dublagens brasileiras de <a href="https://www.farofeiros.com.br/the-flash-gracas-a-deus-nao-vai-ter-continuacao/">Michael Keaton</a>.</p>



<p>Sterblitch chegou a falar sobre a polêmica dizendo que entendia o respeito que os fãs tinham com os dubladores de carreira, mas que se empenhou ao máximo para entregar o melhor trabalho.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="POLÊMICA! Eduardo Sterblitch fala sobre críticas que recebeu por dublar o Besouro Suco/Beetlejuice" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/X2Cb_ljgjvo?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Antes de ver Beetlejuice Beetlejuice assisti ao primeiro filme também, ambos nas versões dubladas. Particularmente prefiro ver as versões originais, mas as sessões legendadas são cada vez mais raras e como havia esta polêmica com a dublagem achei que seria uma boa conferir para dar uma opinião. </p>



<p>Para mim a dublagem de Eduardo Sterblitch  não deixa nada a desejar, ele é um ator talentoso e que já havia feito alguns trabalhos como dublador anos atrás, apesar de nunca ter levado a carreira neste nicho adiante. A voz que ele faz para Beetlejuice no musical é diferente do filme, são atuações diferentes e sua dublagem não decepciona, muito pelo contrário.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Divirta-se também</h2>



<p>Beetlejuice Beetlejuice, não é um filme para ser levado à sério. Ou melhor, não é um filme para se ver com um olhar sisudo. As caracterizações farsescas dão aquele tom de cartoon, de festa de Halloween onde as crianças brincam de serem monstros. É um filme onde o protagonista é um fantasma de 600 anos que aparece numa maquete, por aí qualquer análise mais pretensiosa se perde. </p>



<p>O design de Beetlejuice Beetlejuice é totalmente farsesco, caricatural, desde os cenários à maquiagem de cérebro à mostra do personagem de Willem Dafoe que nem de longe está preocupada em criar algo realista, é praticamente uma fantasia do Dia das Bruxas e é neste espírito que o filme orbita, uma brincadeira levada à sério. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Beetlejuice Beetlejuice Featurette - Astrid (2024)" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/96XpdbH1WZA?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Assistir a Os Fantasmas Ainda Se Divertem é aceitar participar deste mundo, se deixar levar pela “experiência Tim Burton”, que é essencialmente embarcar em seu carrossel de estranhezas visuais que unem o macabro com o clima de sessão da tarde, a morte aqui não é vista como um tabu e sim como algo até positivo e engraçado. </p>



<p>O que importa aqui é a satisfação de ver Tim Burton, como fazem seus fantasmas, desenhando uma porta com giz na parede e abrindo para nós a entrada ao seu universo, um convite a participar de sua festa de Halloween e juntos com ele e toda a sua trupe apenas nos divertir.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Curiosidades de BEETLEJUICE BEETLEJUICE</h2>



<ul class="wp-block-list">
<li><a href="https://rollingstone.com.br/entretenimento/jenna-ortega-revela-como-ficou-amiga-de-winona-ryder-parte-da-familia">Winona Ryder e Jenna Ortega se tornaram bffs</a> durante as filmagens.</li>



<li>Jenna já havia feito um teste para o live action de Dumbo, dirigido por Tim Burton (o diretor não sabia disso quando filmaram).</li>



<li>No primeiro filme, durante a cena de casamento, Beetlejuice tira um anel de um dedo decepado que diz ser da ex-esposa, o que faz uma ligação com Delores nesta sequência.</li>



<li>O contrato de Winona em Stranger Things tinha como cláusula que ela teria tempo para se dedicar às filmagens da sequência de Beetlejuice se um dia acontecessem.</li>



<li>Os cabelos espetados de Beetlejuice no primeiro filme foram ideia de Michael Keaton.</li>



<li>Curiosidade para fãs de grunge: a certa altura a personagem Astrid (Jenna Ortega) está olhando alguns LPs dos anos 90 e um deles parece ser o Dirt do Alice in Chains.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">Quer spoilers?<br>(Nem são spoilers tão grandes)</h2>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="400" src="https://www.farofeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/08/Absolute-spoilers-Absolute-Cinema-meme-Wolverine-Blog-FAROFEIROS-750x400.jpg" alt="Absolute spoilers - Absolute Cinema meme - Wolverine - Blog FAROFEIROS" class="wp-image-91922"/></figure>



<p>Em flashback descobrimos que Delores (Monica Bellucci) e Beetlejuice haviam se casado a 600 anos atrás na Itália em cenas em preto e banco faladas em italiano, remetendo a filmes de <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Mario_Bava">Mario Bava</a> (diretor de clássicos do terror). </p>



<p>Como as coisas não deram muito certo ela busca vingança nos tempos atuais e a forma como ela “ressuscita” é uma das cenas que pode servir como resumo do estilo Tim Burton: influências do terror, da comédia, do estranho e bizarro num amálgama que funciona muito bem. </p>



<p>O desfecho dela pode parecer um tanto decepcionante, pois se cria uma expectativa lá no começo do filme de que haveria um embate mais intenso dela com Beetlejuice. Mas talvez o que mais tenha me incomodado é que por ser um personagem realmente muito interessante eu gostaria de ver mais dela em tela contracenando com Besouro Suco. </p>



<p>A cena de Delores na primeira parte do filme pisando no porta-retrato com a foto de Lydia que estava na mesa de Beetlejuice dá a entender que haveria muito mais conflitos para acontecer, o que nunca ocorre. O personagem Jeremy (Arthur Conti) tem um fim abrupto, mas neste caso para mim fluiu melhor, pois o anticlímax na cena com ele ficou engraçado e passou a ideia que em termos de trapaça Beetlejuice sempre estará à frente de todos.</p>
<p><a href="https://farofeiros.com.br/beetlejuice-beetlejuice-tim-burton-ainda-se-diverte/">BEETLEJUICE BEETLEJUICE, Tim Burton ainda se diverte</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://farofeiros.com.br/beetlejuice-beetlejuice-tim-burton-ainda-se-diverte/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Godzilla Minus One</title>
		<link>https://farofeiros.com.br/godzilla-minus-one/</link>
					<comments>https://farofeiros.com.br/godzilla-minus-one/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Highlander Firak]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Mar 2024 16:30:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Filmes]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.farofeiros.com.br/?p=90510</guid>

					<description><![CDATA[<p><a href="https://farofeiros.com.br">FAROFEIROS</a> <a href="https://farofeiros.com.br">FAROFEIROS - Podcasts e blog de cultura pop, games e política</a></p>
<p>Vale a pena assistir Godzilla Minus One. Godzilla Minus One, o filme do diretor, roteirista e supervisor de efeitos visuais Takashi Yamazaki ganhou semana passada o Oscar de Efeitos Visuais na edição de 2024 da premiação. Aproveitemos a deixa para falar sobre o filme, que segundo comentaram no saudoso Twitter, claramente é a continuação de [&#8230;]</p>
<p><a href="https://farofeiros.com.br/godzilla-minus-one/">Godzilla Minus One</a></p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><a href="https://farofeiros.com.br">FAROFEIROS</a> <a href="https://farofeiros.com.br">FAROFEIROS - Podcasts e blog de cultura pop, games e política</a></p>

<h2 class="wp-block-heading">Vale a pena assistir Godzilla Minus One.</h2>



<p>Godzilla Minus One, o filme do diretor, roteirista e supervisor de efeitos visuais Takashi Yamazaki ganhou semana passada o <a href="https://www.farofeiros.com.br/oscars-2024-farofeiros-cast-169/">Oscar de Efeitos Visuais na edição de 2024</a> da premiação. Aproveitemos a deixa para falar sobre o filme, que segundo comentaram no saudoso Twitter, claramente é a continuação de Oppenheimer. Vale a pena ser visto?</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="400" src="https://www.farofeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Rodrigo-Salem-Twitter-Oppenheimer-e-sua-sequencia-Godzilla-Minus-One-levaram-o-Oscar-hoje-BLOG-FAROFEIROS-750x400.jpg" alt="Rodrigo Salem - Twitter - Oppenheimer e sua sequência Godzilla Minus One levaram o Oscar hoje - BLOG FAROFEIROS" class="wp-image-90526"/></figure>



<p>Foi uma premiação histórica, pois pela primeira vez uma obra de língua não-inglesa venceu na categoria Efeitos Visuais e também foi o primeiro filme da franquia que completa 70 anos este ano a receber um Oscar.</p>



<p>Com tantos blockbusters sendo despejados no mercado em ritmo de fast-food com efeitos especiais de qualidade digamos, no mínimo duvidosa, o filme de <a href="https://youtu.be/5l7TGvHYgqQ">Takashi Yamazaki</a> traz uma satisfação enorme. Ao contrário da iguana gigante de Godzilla (1998), que só surgia em cenas noturnas, em Godzilla Minus One suas aparições são na maioria das vezes à luz do dia, não se utilizando do recurso da escuridão como muleta para compensar efeitos digitais pouco eficientes. Mesmo a outra versão estadunidense, Godzilla (2014), que já tinha uma qualidade disparadamente melhor em termos de efeitos, abusava de cenas mais escuras. E aí que os efeitos visuais em Godzilla Minus One mostram toda a sua força, o gigantesco monstro é crível, o espectador compra a ideia que o dinossauro é real. </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Godzilla Minus One | Trailer Legendado" width="500" height="281" src="https://www.youtube.com/embed/FDrdUdvtLVI?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>As cidades de Tóquio e Ginza dos anos 1940s foram totalmente reproduzidas digitalmente em CGI. Impressionam também as cenas marítimas, as ondas que o Godzilla cria durante sua passagem são extremamente realistas e o mais importante: não chamam atenção para si, os efeitos visuais cumprem bem o seu papel de serem ferramentas para contar a estória, proporcionar uma imersão naquele mundo e não causar estranheza mesmo em sequências filmadas em plena luz do dia. Só para se ter mais ou menos um parâmetro entre seus concorrentes nesta categoria no que tange orçamento (valores totais, sem especificar o montante para efeitos visuais): </p>



<ul class="wp-block-list">
<li>Resistência: U$80 milhões</li>



<li>Guardiões da Galáxia vol. 3: U$250 milhões</li>



<li>Napoleão: U$200 milhões</li>



<li>Missão ImpossíveI &#8211; Acerto de Contas parte 1: U$291 milhões</li>



<li>Godzilla Minus One: U$10-15 milhões (não foram informados valores exatos)</li>
</ul>



<p>Durante toda sua carreira, Takashi Yamazaki, além de diretor, sempre atuou como supervisor de efeitos visuais, os únicos trabalhos nos quais não cuidou disso foram animações, portanto nada mais natural que os efeitos visuais recebam muita atenção em suas obras. Um diretor com este background consegue pôr em prática o que ele mesmo vislumbrou a partir do rascunho do roteiro com muito mais facilidade, é filmar já sabendo exatamente o que fazer na pós-produção, o que dá muito mais unidade ao projeto. Um fato interessante revelado por ele em entrevista ao também diretor Yasuo Baba é que percebendo que o computador que tinha disponível para a produção não era rápido o suficiente, investiu recursos próprios em um com desempenho melhor, que desse conta do recado. </p>



<p>Outra curiosidade: A intenção de Yamazaki nunca foi ser diretor, sua paixão desde criança sempre foram os efeitos visuais. Algumas cenas de CGI que segundo ele “<em>ninguém queria muito fazer</em>”, como árvores e grama, foram animadas pelo próprio diretor que aprendeu a técnica do CGI para ele mesmo pôr a mão na massa. Para ele as pessoas sempre vão comentar os pontos fracos de um filme, portanto o importante é focar nesses pontos fracos e assim melhorar o filme como um todo. Sendo um diretor que incentiva que sua equipe tenha total liberdade para expressar o que pensa, disse que já ouviu de alguns membros coisas rudes sobre o material bruto de designs feitos pelas suas próprias mãos, como “o que você fez aqui ficou ruinzinho, difícil de entender, mas eu dei uma melhorada”, tendo o diretor respondido: “Você tem toda a razão!” revelou aos risos.</p>



<p>Estruturalmente o roteiro segue uma linha bem clássica, sem querer reinventar a roda, se utiliza muito bem dos clichês cinematográficos e sabe “brincar” muito bem com eles. Logo no título, Minus One, já reforça a ideia de que no pós-guerra o Japão chegou à estaca zero e enquanto está ainda no começo de sua reconstrução Godzilla ressurge, agora em tamanho colossal e sopro atômico, adquiridos graças aos testes nucleares estadunidenses em ilhas do Pacífico (que realmente aconteceram durante a <a href="https://en.m.wikipedia.org/wiki/Operation_Crossroads">Operação Crossroads</a> no Atol de Bikini) e traz o país ao nível menos zero. O filme começa apresentando o piloto <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Kamikaze">kamikaze </a>Kichi Shikishima (Ryunosuke Kamiki) que desiste de sua missão suicida fingindo que seu caça está avariado e pousa numa base japonesa localizada na fictícia ilha Oda (a mesma do filme original de 1954).</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="400" src="https://www.farofeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-Minus-One-1-BLOG-FAROFEIROS-750x400.jpg" alt="Godzilla Minus One - 1 - BLOG FAROFEIROS" class="wp-image-90524"/></figure>



<p>De cara o enredo já coloca na mesa a discussão “<em>vale a pena sacrificar a vida por uma missão que está fadada a não dar nenhum resultado?</em>” Durante a noite Godzilla já faz sua primeira aparição, o enorme monstro surge ainda longe de sua versão mais colossal, talvez do tamanho do tiranossauro da franquia Jurassic Park, porém grande, assustador e brutal o suficiente para transmitir à cena um clima de terror. Cena que remete muito ao primeiro filme de 1954 e é a única em que Godzilla aparece no escuro. Os takes do ataque da criatura criam uma atmosfera que faz crer que teremos uma obra mais voltada para o gênero horror, mas logo o ritmo muda.</p>



<p>Ao fim da guerra, o piloto retorna à sua casa apenas para descobrir que está tudo em escombros e toda a sua família está morta vítima dos bombardeios, sua vizinha sendo a única sobrevivente conhecida em meio à terra arrasada. Aqui o sentimento de culpa por ter sobrevivido o assombrará a todo instante. Para o kamikaze Shikishima a guerra nunca acabou e aí o terror dá lugar ao drama de guerra.</p>



<p>O acaso faz com que ele acabe formando uma espécie de família não tradicional, mas apesar dos fortes laços que acabam sendo criados, ele nunca se permite abraçar completamente nenhuma relação emocional por que nunca se considerou digno de ter sobrevivido.</p>



<p>Um tema importante que o filme trata é o sacrifício, mas que sacrifício seria esse? Imolar-se por uma nação, por um imperador, pela honra? Qual o valor da vida? Estas questões quando observadas do ponto de vista da sociedade japonesa têm um peso que deve ser considerado quando assistimos à obra. Em Godzilla Minus One, o ideário imperial japonês durante a Segunda Grande Guerra no qual as vidas dos soldados tinha um valor menor ante a nação é subvertida. O sacrifício, a “morte honrosa” a todo momento são questionados.</p>



<p>Godzilla de Godzilla Minus One, ao contrário do ser do monsterverse, é uma criatura que remete às suas origens: uma força imparável da natureza e da irresponsabilidade humana. É como um terremoto, um tsunami, um ciclone, um vulcão em erupção, a fúria de um deus, um reator atômico vivo causando destruição pura e simples, sem pena ou remorso. O roteiro extrai sua força das relações entre os personagens humanos, seja entre a família não tradicional, seja entre os colegas de Shikishima no grupo cujo trabalho é ir em um pequeno barco de madeira (para evitar minas magnéticas) para destruir minas marinhas que foram lançadas tanto pelos EUA quanto pelo Japão durante a guerra e ainda são um perigo à navegação.&nbsp;</p>



<p>Aqui temos representada a união do povo se empenhando num esforço coletivo para combater uma ameaça direta e ao mesmo tempo <a href="https://open.spotify.com/episode/1oF7h1AwXvd01t3KbbjFO4?si=f095b24af52b4cc4">questionando as decisões do governo e o tal sacrifício pela honra</a>. É uma coletividade que não anula o indivíduo, onde (ao contrário da <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fascismo_japon%C3%AAs">ideologia fascista</a>) cada vida importa. Essa diferenciação é muito importante de ser compreendida, pois ainda hoje há quem exalte os “valores e espírito da honra japonesa” meio que indo por caminhos tortuosos e perigosos, muito parecidos com a ideologia imperial nipônica da Segunda Grande Guerra que cooptou este espírito a um regime totalitário.</p>



<p>O filme sempre põe em xeque este “seguir o governo a qualquer preço”, mesmo que o custo seja a própria vida. Um exemplo é quando o plano para derrotar Godzilla é apresentado à sociedade numa reunião e pergunta-se quem estaria disposto a se voluntariar e colocá-lo em prática mesmo sabendo dos riscos em seguir uma estratégia sem garantias de sucesso. Neste momento muitos se recusam, mas em momento algum são julgados, subvertendo a ideologia de culto à morte adotada pelo governo japonês quando os soldados eram pressionados a sacrificar suas vidas.</p>



<figure class="wp-block-image aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="750" height="400" src="https://www.farofeiros.com.br/wp-content/uploads/2024/03/Godzilla-Minus-One-2-BLOG-FAROFEIROS-750x400.jpg" alt="Godzilla Minus One - 2 - BLOG FAROFEIROS" class="wp-image-90525"/></figure>



<p>Godzilla Minus One traz toda aquela ação e destruição que se espera de um filme monstros, mas é muito mais que isso. Tem o lagarto gigante demolindo prédios como se fossem brinquedos? Tem. Tem aquela trilha sinfônica clássica da franquia? Tem. O compositor Naoki Sato fez belos arranjos sobre o tema tradicional e a trilha sonora está realmente épica, aliás, estou ouvindo enquanto escrevo este texto. Sopro atômico? Tem. E com destaque para o modo como ele “carrega” seu poder antes de utilizá-lo, que é algo muito empolgante de se ver!). </p>



<p>O filme traz de volta o sentido primordial de Godzilla que é o trauma de uma nação que sofreu com os ataques das bombas nucleares que em instantes destruíram construções e mataram milhares de pessoas, além de deixar sequelas terríveis nos sobreviventes, tanto físicas como emocionais. Em Godzilla Minus One você se importa com os os personagens humanos, eles não são unidimensionais, sentem culpa, medo, raiva, são falhos, não são meros objetos de cena a serem pisoteados e seus dramas aumentam a tensão de um ataque iminente do monstro, a “torcida” do espectador é pelas pessoas, não pelo Godzilla. Enfim, é um filme para se contemplar, refletir e se emocionar.</p>



<p>Dedico este texto à minha tia que nos deixou este ano e que tem o mesmo nome da personagem da menina órfã do filme. Saudades, Akiko.</p>



<p>E… AAAAAAAAAA, este é meu primeiro texto aqui no blog FAROFEIROS, TÔ FELIZÃO ^^</p>
<p><a href="https://farofeiros.com.br/godzilla-minus-one/">Godzilla Minus One</a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://farofeiros.com.br/godzilla-minus-one/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
